Site icon DeFato Online

62% do financiamento da saúde de Itabira foram assumidos pelo município

financiamento da saúde

Rosana Linhares é a secretária de Saúde de Itabira - Foto: Thamires Lopes/DeFato

A Secretaria Municipal de Saúde prestou contas referentes ao segundo quadrimestre de 2019, em audiência pública realizada nesta segunda-feira (30), na Câmara de Vereadores. Os números apontam que o município custeou 62% do financiamento em saúde. Outros 33% foram custeados pela União e apenas 5% pelo Estado.

Conforme a Lei Complementar 141/2012 e emenda Constitucional nº 29, o financiamento mínimo na saúde a ser aplicado pelos municípios é de 15%. Desde 2016, devido à municipalização do Hospital Carlos Chagas, houve elevação desse percentual.

Imagem detalha as despesas na área da saúde em Itabira – Foto: Reprodução

O balanço demonstrou ainda que comparada as receitas arrecadadas e despesas liquidadas, a o setor fechou os primeiros oito meses do ano com déficit de R$ 2.497.288. A receita prevista para todo o ano é de R$ 141.627.597, e até agosto foram arrecadados R$ 97.680.498. Deste total, R$ 62.378.014 é oriundo do Tesouro Municipal; R$ 4.030.99 é proveniente do Estado; R$ 31.192.615 é referente a repasses da União e R$ 78.877 corresponde a outras receitas.

O total de despesas liquidadas nos dois primeiros quadrimestres do ano somam R$ 100.177.786. Desse valor, R$ 33.849.044 foram gastos com pessoal e encargos sociais; R$  65.671.386 com outras despesas correntes e R$ 657.355 são investimentos. Essa foi a oitava audiência pública para prestação de contas na gestão da secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares Assis Figueiredo. Os dados apresentados tiveram como fonte o Sistema Contábil Prefeitura de Itabira.

Despesas por programas e ações 

As despesas com a rede hospitalar e ambulatorial foram as maiores chegando a R$ 54.379.331. Além disso, foram investidos R$ 17.268.637 na Atenção Básica; R$ 9.963.046 na Atenção Secundária; R$ 12.220.821 em Gestão de Saúde; 1.821.805 na Assistência Farmacêutica; e R$ 3.524.146 em Vigilância em Saúde.

“É um alto volume que o município tem sido obrigado a pôr na saúde. Apesar do custeio ser tripartite (União, Estado e município), estamos com déficit na colocação dos recursos”, ponderou Rosana Linhares.

Exit mobile version