Nessa quarta-feira (27), em todo o mundo são realizadas cerimônias em homenagem ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Em Israel, o Escritório Central de Estatísticas revelou um dado aterrador: 900 sobreviventes do genocídio nazista morreram, em 2020, em consequência da Covid-19.
Assim, 66 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, apenas 178,4 mil sobreviventes do Holocausto ainda estão vivos em Israel. Entre eles, 5,3 mil foram contaminados pelo coronavírus, já que a média de idade dos sobreviventes é de 84 anos. Dessa maneira, o Escritório Central de Estatísticas também informou que cerca de 40 deles falecem por dia.
Comunicado oficialEm conjunto, os presidentes de Israel, Reuven Rivlin; da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; e do Conselho Europeu, Charles Michel, afirmaram, por meio de um comunicado oficial, que trabalham juntos para preservar a memória do Holocausto e lutar contra o antissemitismo.
“Prestamos homenagem aos sobreviventes. Seus testemunhos permanecerão para sempre como uma barreira contra aqueles que negam o passado. Trabalharemos juntos para garantir que as lições do Holocausto e o voto sagrado de ‘Nunca Mais’ sejam transmitidos aos nossos filhos, os filhos dos nossos filhos e todas as gerações futuras”, diz a nota.
Genocídio de 17 milhões de pessoas
O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto lembra o genocídio cometido pelo regime nazista. Sob o comando de Adolf Hitler, 6 milhões de judeus e 11 milhões de pessoas como ciganos, deficientes físicos e mentais, homossexuais e presos políticos morreram em confrontos, campos de concentração, sessões de tortura e diversas outras atrocidades.
A data foi criada pela ONU em 2005 e é celebrada em 27 de janeiro por ser a data da liberação do infame campo de concentração de Auschwitz. Este ano, por causa da pandemia de coronavírus, a data será lembrada sem grandes eventos ou aglomerações.
Em Israel, o Museu do Holocausto Yad Vashem, em Jerusalém, e outras instituições adaptaram seus programas, com transmissões ao vivo de cerimônias solenes por redes sociais como YouTube e Instagram. O Yad Vashem, por exemplo, criou uma campanha on-line pela qual internautas podem ler e compartilhar em suas redes sociais histórias de vida de vítimas do Holocausto.
No Brasil
A Confederação Israelita do Brasil (Conib) promoverá um ato solene que será transmitido por YouTube e Facebook a partir das 19h. Nele, participarão sobreviventes do Holocausto, que darão depoimentos. A transmissão contará com Efraim Zuroff, do Centro Simon Wiesenthal, do ator Dan Stulbach, entre outros.
O Museu do Holocausto de Curitiba prevê a exibição on-line do documentário “Zelda”, de Michel Gawendo, no domingo (31). O filme documenta a viagem de Zelda Shaham, de Israel para a Lituânia, para agradecer pessoalmente à família que a abrigou, juntamente com os pais e um tio, por mais de dois anos em um esconderijo subterrâneo.

