Contratado, sem licitação, pela Caixa Econômica Federal, para atualizar 2 livros produzidos por ele sobre os 165 anos do banco, a serem completados em 12 de janeiro do próximo ano, o historiador Eduardo Bueno (Peninha), vai embolsar R$ 3.270,600,00 pelo trabalho.
Bueno escreveu o primeiro livro sobre a agência bancária em 2002, sob título “Caixa Uma História Brasileira” e em 2010 o livro “Caixa 150 Anos de uma História Brasileira”. Segundo o Diário Oficial da União (DOU), de 23 de janeiro, a atualização das obras resultará em uma terceira edição, em homenagem aos 165 anos da Agência e de edição bilíngue digital e web série documental no livro.
A Caixa, em nota ao Poder360, disse que a contratação se deu por “inexigibilidade de licitação por impossibilidade de se estabelecer competição, porque cabe ao detentor dos direitos autorais a revisão e ampliação da obra”.
Veja a íntegra da nota
“A Caixa informa que o jornalista Eduardo Bueno é autor de dois livros sobre a história da Caixa, contratados em 2002 e 2010.
Este ano, o escritor foi contratado para atualizar os livros escritos por ele, com previsão de entrega em 2026. Além do livro em português e inglês, a contratação contempla uma web série documental baseada na obra, sobre os 165 anos da Caixa, o fornecimento de exemplares impressos e versão digital e bilíngue do livro em formato de revista eletrônica.
Em razão do disposto na Lei 9.610, que regula os direitos autorais, a contratação ocorreu com inexigibilidade de licitação por impossibilidade de se estabelecer competição, uma vez que cabe ao detentor dos direitos autorais a revisão e ampliação da obra.O contrato está em andamento e cumprindo as etapas previstas contratualmente”.
Eduardo Bueno está envolto em meio a uma polêmica a partir de manifestação sobre a morte do ativista de direita Charlie Kirk, assassinado com um tiro no pescoço no dia 10 de setembro, quando disse que “é terrível um ativista ser morto por ideias, exceto quando é Charlie Kirk”.
O videio publicado nas redes sociais mostra Bueno sorrindo e batendo palmas e recebeu críticas inclusive de políticos.
Na tentativa de amenizar suas declarações, ele publicou um vídeo no Instagram no sábado (13), admitindo que havia praticado deslizes, mas que “a retratação era seguida por um rosário de poréns”.
No dia seguinte, em nova postagem, Bueno declarou que errou na forma de falar sobre “uma figura horrorosa e desprezível”, negando ter comemorado a morte de Kirk, voltando a criticá-lo.
“Eu não festejei o assassinato dele e nem louvei o assassino. O que eu quis dizer, e digo de novo porque acredito nisso e repito: o mundo, na minha opinião, ficou melhor sem a presença desse cara. O problema é que eu disse isso no dia da morte dele, e o tom, a forma, foram totalmente inapropriados. Admito isso plenamente”.

