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“A Cemig é um dos maiores obstáculos para novos empreendimentos em MG”, afirma Romeu Zema

desalojados pelas chuvas

Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG

A Companhia Energética de Minas Gerias (Cemig) tem sido alvo de duras críticas tanto por políticos mineiros quanto pelo empresariado estadual. Dentre eles, o próprio governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que ao longo dos últimos anos vem apontando falhas e limitações da estatal — e, dessa forma, defende abertamente a necessidade de privatiza-la para que possa ser mais eficiente e contribuir com o desenvolvimento econômico das alterosas.

“Nós temos três grandes empresas para privatizarmos: Cemig, Copasa [Companhia de Saneamento de Minas Gerais] e Codemig [Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais]. Mas a Cemig é um exemplo de intervencionismo que afeta o desenvolvimento. Em qualquer lugar do estado que você for, escutará de prefeitos, empresários e empreendedores que queiram aumentar a capacidade ou instalar um novo empreendimento que um dos maiores obstáculos que temos no estado é a Cemig”, afirmou Romeu Zema.

Entre os pontos questionados pelo governador estão os investimentos realizados pela empresa. Para ele, a companhia mineira tem optado por aplicar recursos em projetos que não dão retorno enquanto a sua própria estrutura está sucateada em sem capacidade para atender as necessidades da população.

“Hoje temos um parque de distribuição e transmissão completamente sucateado, tanto que estamos construindo mais de 200 subestações em todo o estado para minimizar essa questão da falta de energia”, ressaltou Romeu Zema.

Nem mesmo os servidores da Cemig escaparam das críticas. “Parece-me que quem está dentro dessas grandes empresas [estatais] estão dentro de uma grande bolha. Perdem totalmente o contato com a realidade. Assim que começamos a fazer as mudanças necessárias na Cemig, todo mundo estava indignado lá dentro. ‘Não, a Cemig existe para manter os nossos privilégios aqui dentro, o nosso plano de saúde, nossa aposentadoria’… Parece que os 21 milhões de mineiros são secundários, o que vale são os cinco mil funcionários que ali trabalham. Se está bom para eles, o resto é que se lixe”, disparou Romeu Zema.

Prejuízos econômicos

Não é apenas o governador de Minas Gerais que tem criticado a Cemig. O setor empresarial também vem questionando a prestação de serviço da companhia. Eles alegam que há demora em fazer ligações elétricas, providenciar reforço de carga elétrica, assim como o péssimo atendimento — o que têm prejudicado o desenvolvimento de grandes projetos e causado prejuízos.

Um empresário ouvido pelo grupo DeFato, mas que preferiu não ser identificado, relata que realizou um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões na aquisição de galpões em Belo Horizonte, capital do estado. Para que o empreendimento possa funcionar, é necessário que a Cemig providencie o reforço de carga — porém, a estatal pediu um ano e meio para que realizar o serviço.

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