O aeroporto regional, que será construído dentro do município de São Gonçalo do Rio Abaixo, pode ter um acesso direto, de pouco mais de 20 km, com João Monlevade. A informação foi confidenciada a DeFato pelo agora ex-secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, durante entrevista exclusiva sobre sua gestão à frente da principal secretaria do Governo de Minas.
Ele afirmou que a ligação com a cidade vizinha faz parte do objetivo do aeroporto, que é servir a toda a região. “Todo mundo fala aeroporto de Itabira, mas ele vai estar fora, pouco dentro no município de Itabira. Mas vai servir a toda a região, inclusive com a possibilidade de ter um acesso de 20 e poucos quilômetros até João Monlevade”, frisou Melles.
Na ocasião do aniversário do Museu do Tropeiro, em Ipoema, Carlos Melles e o secretário Extraordinário para Coordenação de Investimentos, Fuad Noman, disseram que a assinatura de autorização para o projeto de viabilidade técnica era só uma formalidade. “Eu diria que é quase início de obra. O projeto já está muito bem adiantado e tem, vamos dizer assim, a aprovação política do governo”, afirmou Melles pouco antes de deixar o cargo.
Os aeroportos mineiros têm custado, em média, de R$ 10 milhões a R$ 20 milhões – dependendo da área, fica até mais barato. Ainda não há uma estimativa de custo do aeroporto regional de São Gonçalo, mas uma coisa é certa: o Estado tem o dinheiro.
A preferência pelo terreno que fica às margens da MG-434, na comunidade de Fernandes, é exatamente por causa do custo da obra. Se fosse pelo projeto anterior, que previa o aeroporto na Serra do Tambor, a soma final chegaria aos R$ 50 milhões por causa da intensa terraplenagem.
“Isso é uma política que vem sendo desenvolvida pelo ex-governador Aécio Neves, que continuou com Anastasia. Por políticas bem feitas, Minas tem o maior número de aeroportos do país e queremos construir mais 33”, informou Melles. (Veja mais na próxima edição da revista DeFato). Na ocasião da assinatura, Fuad Noman disse que no 13º, talvez 14º aniversário do Museu do Tropeiro quer vir a Ipoema de avião.

