A solenidade de inauguração da Casa da Igualdade Racial de Itabira, realizada na última terça-feira (30), teve a participação de estudantes da Escola Municipal Dona Inês Torres. O evento reuniu autoridades municipais e estaduais, entre elas o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, o itabirano Clédisson dos Santos, titular da Secretaria de Gestão do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir), além da coordenadora da Casa da Igualdade Racial, Nyara Crispim, e representantes envolvidos na implantação do equipamento.
Durante a abertura da cerimônia, as alunas fizeram uma apresentação de dança com referências à cultura negra e à valorização da representatividade. A apresentação começou com uma encenação inspirada na trajetória da atriz Taís Araújo e seguiu com coreografias que misturaram diferentes ritmos, incluindo elementos da cultura afro-brasileira, como o toque de atabaque. Na sequência, os meninos também participaram da apresentação com performances ao som de músicas do grupo Olodum e do cantor Michael Jackson.
A atividade contou com a coordenação do professor de dança Diego Alves e faz parte das ações desenvolvidas pela escola dentro do projeto de Educação Empreendedora, que neste ano trabalha a temática “Vozes Negras”.
A professora Angélica Pena, responsável pelo projeto, explicou que a iniciativa surgiu a partir de uma proposta já realizada pela escola, com o objetivo de desenvolver o protagonismo dos estudantes. “Esse projeto nasceu na escola. A gente já tem o sarau e, neste ano, trouxe o ‘Vozes Negras’ porque percebemos a importância dessa temática dentro da escola. Quando começamos a pensar, vimos a necessidade de trabalhar essa questão”, afirmou.
Segundo Angélica, a proposta busca aproximar os estudantes de discussões sobre identidade, cultura e as experiências vividas no cotidiano. “A gente trouxe a ideia do empreendedorismo raiz. Os meninos se empoderaram da importância da temática e das dificuldades que eles veem no dia a dia. Meu papel é ajudar nesse processo, mas o brilho é das crianças, das professoras e de toda a escola”, destacou.
A partir desta quarta-feira (1), a Casa da Igualdade Racial passa a funcionar como espaço de atendimento e apoio à população vítima de racismo, além de desenvolver ações voltadas à promoção da igualdade racial.

