As desfiliações e filiações movimentaram as bancadas da Câmara com o fim da janela partidária nesta sexta-feira (3/4), sem, no entanto, modificarem o perfil dos partidos predominantes.
O PL, do senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro, manteve a maior bancada e registrou a maior adesão de parlamentares entre as siglas.
O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato à reeleição, apontou um discreto recuo, mas, partidos importantes do Centrão, como o União Brasil, que perdeu oito deputados, também sofreram expressivos impactos.
O período de 30 dias é definido pela legislação eleitoral, em período de eleição, seis meses antes do pleito, permitindo que deputados possam mudar de partido sem risco de perda de mandato.
O PL passou de 88 para 97 deputados, ampliando sua posição de maior bancada da Casa.
No entanto, o maior crescimento proporcional foi do Podemos, que saltou de 17 para 27 deputados, uma alta de 68,8%.
Ainda que em menor escala, o Solidariedade avançou em 20%, enquanto o PSD, PP e a federação Psol-Rede tiveram altas discretas.
O partido Missão passou a ter um único representante, e o deputado Kim Kataguiri (SP), deixou o União Brasil e se filiou ao MBL (Movimento Brasil Livre), do qual é um dos fundadores.
Proporcionalmente, o PDT teve a maior perda entre os partidos, ao passar de 16 para 9 deputados, uma redução de 43,8%, seguido do PRD, que perdeu cinco cadeiras das três que tinha. O Cidadania reduziu a bancada de quatro para dois parlamentares.
Entre as legendas de maior porte, o União Brasil teve uma redução de 59 para 51 deputados.
O PT teve um recuo de 68 para 67 deputados, seguido do Republicanos e Avante, com o mesmo número de perda.

