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Após cinco anos de tramitação, vereadores reconhecem poema como símbolo de Monlevade

Após cinco anos de tramitação, vereadores reconhecem poema como símbolo de Monlevade

Os vereadores aprovaram na reunião ordinária dessa quarta-feira (8) na Câmara de João Monlevade em primeiro turno o Projeto de Lei 990/2017, de iniciativa do vereador Leles Pontes (PRB). A matéria reconhece o poema ‘Monlevade, Saga’, de autoria do professor Luciano Clemente Mendes Lima, como poema-símbolo da cultura literária do Município.

A obra já foi premiada em primeiro lugar na categoria poema em concurso realizado em 1985, pela Prefeitura, tendo sido editado em Monlevade em Prosa e Verso, publicação alusiva ao evento. O autor do poema, Professor Luciano, é Cidadão Honorário do município, homenagem conferida pela Câmara por meio da Resolução 601/2013.

De acordo com Leles, ele acatou a proposta do professor Geraldo Eustáquio Ferreira (Professor Dadinho), que apresentou em seu livro “Nossa terra Nossa gente, Volume I – A cidade, sua história, seus símbolos, seus ícones”, a sugestão em transformar o poema como símbolo do município. O vereador ainda agradeceu as comissões por terem dado parecer favorável à matéria. “Este projeto tramita na casa há 5 anos e só agora recebeu os pareceres das comissões”.

Gustavo Prandini (PTB) parabenizou a autoria do projeto e destacou que a matéria valoriza a cultura local.

“Embora seja um projeto singelo na sua redação é de profunda importância para cidade e a cultura do município para valorizar e mostrar à juventude a importância de todas as culturas, não somente a música, dança, entre outros, mas também sobretudo a Literatura.”

Mais aprovações

Em segundo turno e redação final, foi aprovado o Projeto de lei 1.262/22, de iniciativa do Executivo, que dispõe sobre medidas complementares de segurança em prevenção e resposta à emergências em áreas e edificações no âmbito do Município e dá outras providências.

A matéria autoriza a criação de equipes de Brigada Civil de Emergência, composta por Bombeiro Civil. De acordo com a projeto, o objetivo é possibilitar uma maior segurança no que diz respeito aos danos ao meio ambiente, primeiros socorros, prevenção e o combate ao princípio de incêndio dentro de uma área pré-estabelecida até a chegada do socorro especializado.

Apreciações 

Em turno único foi aprovado o Projeto de lei 1.267/22, de iniciativa do Executivo que denomina de Dona Efigênia – Vó dos Sem Casa, a rua existente no bairro Monte Sagrado, com acesso pela rua Libra e Paralela à rua Sagitário.

O vereador Revetrie Teixeira votou contrário à matéria. Ele justificou seu voto dizendo que é justa a homenagem, mas devido à falta de informação no projeto, como o espaço determinado à via, ele foi contrário à proposta.

A matéria também recebeu voto contrário do vereador Pastor Lieberth. “Não sou contrário ao nome indicado, mas sim contra as falas de alguns parlamentares. Acredito que todos têm direito à moradia, mas não tem direito a invadir”.

Também em turno único aprovado Projeto de Resolução 442/2022, de iniciativa dos vereadores Tonhão, Doró da Saúde, Marquinho Dornelas, Fernando Linhares e Rael Alves, que acrescenta parágrafo 2° ao art. 32 e altera a redação do parágrafo único do art. 274, todos da Resolução n° 695, de 20 de dezembro de 2016, que dispõe sobre o Regimento Interno da Câmara Municipal de João Monlevade.

A matéria prevê que a inscrição para o uso da tribuna pelos vereadores poderá ser realizada eletronicamente, mediante posterior assinatura do livro. Os parlamentares justificaram a proposta alegando que a medida vai proporcionar mais agilidade e comodidade aos trabalhos. O projeto também contempla que o requerimento com pedido de informações possa ser apresentado apenas pelo autor, sem a necessidade de assinatura de 1/3 dos vereadores, cabendo ao plenário a aprovação ou não da matéria.

O projeto recebeu voto contrário do vereador Thiago Titó. Segundo o parlamentar, alguns requerimentos por se tratar de matéria mais complexas ou polêmica, é necessária a assinatura de 1/3 dos vereadores.

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