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Após protestos, ArcelorMittal admite discutir escala 4×4 em João Monlevade

Manifestação de metalúrgicos contra escala de trabalho na ArcelorMittal provoca congestionamento em João Monlevade

Foto: Equipe de comunicação do Sindicato Metabase de Itabira e Região

As negociações entre trabalhadores e a ArcelorMittal sobre o acordo de turno na unidade de João Monlevade ganharam um novo capítulo nesta terça-feira (26). Em reunião realizada entre representantes da empresa e do Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade (Sindmon-Metal), a siderúrgica demonstrou abertura para avançar nas discussões sobre mudanças no modelo de jornada, incluindo a possibilidade de implantação da escala 4×4 na usina. Apesar do avanço nas conversas, ainda não houve definição sobre um novo acordo e uma nova rodada de negociações entre sindicato e empresa foi marcada para o próximo dia 29 de maio.

O encontro de ontem ocorreu após mobilizações organizadas pelos trabalhadores. Na última quinta-feira (21), um protesto promovido pelo sindicato reuniu metalúrgicos e entidades sindicais da região nas proximidades da usina, provocando congestionamento na avenida Getúlio Vargas e ampliando a pressão sobre a empresa. Já na sexta-feira (22), os trabalhadores aprovaram, durante uma assembleia, o estado de greve na empresa. 

A principal reivindicação da categoria é a adoção da escala 4×4, sistema em que os funcionários trabalham quatro dias consecutivos em jornadas de 12 horas e folgam nos quatro dias seguintes. Segundo o sindicato, o modelo já funciona em outras unidades da empresa no país.

De acordo com o Sindmon-Metal, a mobilização dos trabalhadores foi determinante para reabrir as negociações. A entidade afirma que qualquer proposta precisa garantir melhores condições de trabalho, qualidade de vida e preservação de direitos.

As discussões acontecem em meio ao descontentamento de trabalhadores do setor de turno, que vêm cobrando mudanças no atual sistema de jornada adotado pela empresa em João Monlevade. O sindicato sustenta que o modelo atual impacta diretamente a saúde física e mental dos funcionários, além da convivência familiar e da vida social.

Em tempo: O movimento sindical também mantém o discurso de mobilização da categoria enquanto as tratativas continuam. Nas últimas semanas, a discussão sobre a jornada de trabalho mobilizou entidades como o Sindicato Metabase de Itabira e Região, o Metasita e organizações ligadas à Central Única dos Trabalhadores do Vale do Aço.

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