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Após série de acusações, vereador cobra apuração pela comissão de ética: “Me chamou de mau-caráter”

Após série de acusações, vereador cobra apuração pela comissão de ética: “Me chamou de mau-caráter”

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

O vereador Bernardo Rosa (PSB) se manifestou na Câmara Municipal de Itabira após ter o nome citado pelo também parlamentar Luiz Carlos de Souza “de Ipoema” (Podemos), durante as discussões sobre o reajuste salarial concedido ao prefeito, vice-prefeito e secretários municipais em dezembro de 2024.

A medida elevou os subsídios dos agentes políticos, mas teve como uma das principais justificativas a necessidade de destravar os salários dos médicos do Programa Saúde da Família (PSF), que estavam limitados pelo teto remuneratório vinculado ao vencimento do prefeito. À época, a argumentação era de que a defasagem vinha causando prejuízos aos profissionais, que em alguns casos precisavam devolver parte da remuneração, além de dificultar a permanência de médicos na rede municipal.

Ao responder à citação feita por Luiz Carlos, Bernardo subiu o tom e defendeu que a conduta do parlamentar seja apurada. Segundo ele, suas manifestações são sustentadas por fatos. “Tudo que eu falo, eu aponto e provo”, afirmou.

Bernardo Rosa também criticou o que chamou de “falácias” e cobrou explicações sobre episódios citados em debates anteriores, como a promessa de “200 consultas” e menções ao “fura-fila” na saúde. Para ele, situações que envolvam possível uso de prestígio político para obtenção de vantagens em atendimentos públicos também precisam ser esclarecidas.

O parlamentar também mencionou a possibilidade de uso de espaços institucionais para propaganda política, ao citar a exposição de estampas e materiais ligados a deputados no gabinete de Luiz Carlos.

Comissão de ética

Em outro momento, Bernardo Rosa reclamou de ofensas que, segundo ele, já foram feitas no plenário contra sua pessoa e outros vereadores. Bernardo relatou ter sido alvo de xingamentos e citou ataques dirigidos também a colegas da Casa, defendendo que todos os episódios sejam apurados com o mesmo rigor. “Me chamou de mau-caráter”, declarou o vereador. 

O vereador afirmou que, se houver elementos para análise, o caso deve ser encaminhado às instâncias competentes da Câmara, incluindo eventual comissão de ética. “Se é comissão de ética, tem que ser apurado sim”, disse, ao cobrar providências diante do que classificou como recorrência de acusações e falas sem comprovação.

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