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Aprovada na CCJ, PEC da Copasa avança na ALMG e segue para comissão especial

Foto: Copasa/Agência Minas

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou nesta segunda-feira (15), por quatro votos a dois, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 24/23), conhecida como “PEC da Copasa”. O texto retira a exigência de referendo popular para a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e sua subsidiária Copanor.

Agora, a proposta segue para análise de uma Comissão Especial, antes de chegar ao plenário, onde precisará de 48 votos favoráveis entre 77 deputados para ser aprovada.

Como votaram os deputados

Principais pontos da PEC aprovada

A PEC limita seus efeitos apenas à Copasa e Copanor, mantendo a exigência de referendo para outras estatais como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Ela também reforça a necessidade de quórum qualificado (48 votos) para aprovar qualquer lei de privatização.

Além disso, determina que os recursos da venda sejam usados para pagar a dívida de Minas Gerais com a União, por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Prós x contras da PEC da Copasa

De acordo com o governo e a sua base aliada, os prós da PEC da Copasa envolvem: destinação dos recursos exclusivamente para o pagamento da dívida com a União; possibilidade de atrair investimentos privados e acelerar a universalização do saneamento; cumprimento do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), ajudando a equilibrar as contas públicas; e Transparência sobre a destinação dos recursos com vinculação ao Propag.

Já a oposição e especialistas listam alguns contras à PEC da Copasa: risco de aumento nas tarifas de água e esgoto; populações rurais e cidades pequenas podem ser preteridas por não serem lucrativas; perda de receita recorrente (Copasa teve lucro de R$ 1,32 bilhão em 2024); e redução do controle social com o fim da consulta popular no processo de venda.

Especialistas e deputados alertam para impactos

Em audiência pública e seminários recentes, especialistas alertaram para diversos impactos práticos que poderiam seguir caso a PEC seja aprovada e a desestatização ocorra:

Léo Heller (Fiocruz) disse que a privatização pode deixar cidades menores sem cobertura e acabar com tarifas sociais. Já Eduardo Pereira de Oliveira (Sindágua-MG) citou exemplos de serviços precários após privatizações em Ouro Preto, Pará de Minas e Manaus.

Betão (PT) lembrou que há risco de demissões e argumentou que várias privatizações mundo afora foram revertidas. Marcos Helano Fernandes Montenegro (Ondas), por sua vez, alertou para contratos longos de concessão que dificultam a reversão caso haja problemas.

Emerson Andrada (Sindieletro) apontou aumento de tarifas e perda de transparência em serviços já privatizados.

Próximos passos

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