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Artista nova-erense tem trabalho reconhecido em prêmio Vladimir Herzog

laz muniz prêmio Vladimir Herzog

Foto: Arquivo pessoal

Laz Muniz, um dos grandes artistas da região, teve seu trabalho reconhecido na edição 2020 do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog. Natural de  Nova Era, Laz foi um dos destaques da categoria, extraordinária, “Vladimir Herzog Continuado”. A esfera surgiu em prol de cartunistas e chargistas do Brasil e do mundo que se sensibilizaram com a censura sofrida pelo colega de profissão, Renato Aroeira.

Em junho deste ano, o chargista Renato Aroeira foi alvo de retaliações devido uma obra que criticava atitudes do atual presidente do Brasil. Diante disso, uma avalanche de solidariedade se multiplicou entre os chargistas, em prol do colega de classe.

“A nossa classe de cartunistas e chargistas é muito unida. É uma galera que está sempre apoiando o próximo de coração mesmo. E a organização do prêmio compreendeu isso. Então, eu posso destacar a grande honra que eu sinto em ser um dos contemplados”, contou o artista nova-erense.

Laz Muniz

Com mais de 33 anos de carreira, Laz Muniz iniciou sua trajetória aos 11 anos de idade, quando teve sua primeira charge publicada em um jornal da sua cidade natal. “O meu primeiro trabalho, em um jornal, foi publicada sem que eu soubesse. O meu avô foi quem apresentou a minha arte para o dono de um jornal de Nova Era, que gostou e pouco tempo depois me convidou para fazer outras charges ao veículo. Foi então que eu descobri que as pessoas recebiam por isso”, brincou Laz.

Já apaixonado pelo trabalho de chargista, buscou, na época, assinar contrato com outros dois jornais. Um, também, em Nova Era e um terceiro em Governador Valadares, onde começou a trabalhar com tirinhas diárias.

Mas foi em Belo Horizonte que sua história realmente mudou. Aos 17 anos passou a atuar em um jornal diário da capital. E foi onde, também, onde se encontrou na vida de ilustrador de livros infantis. “Logo quando cheguei à cidade, busquei me inserir na área de ilustrador. Então, eu comecei a apresentar o meu trabalho em editoras de livros infanto-juvenis”, finalizou o chargista.

A premiação

A criação de um prêmio de imprensa com o objetivo de estimular jornalistas e artistas do traço a tratarem do tema da Anistia e dos Direitos Humanos foi uma das resoluções aprovadas no Congresso Brasileiro de Anistia, realizado em Belo Horizonte, em 1978, articulado e promovido pelo CBA – Comitê Brasileiro de Anistia. Foi de Perseu Abramo, à época diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo e representante da entidade no Congresso, a ideia de dar o nome de Vladimir Herzog ao prêmio que ali surgia.

Em 2020, ano de sua 42ª edição, contou com novo recorde histórico de inscrições: foram 1.060 produções inscritas em seis categorias: Artes (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Produção jornalística em texto, Produção jornalística em vídeo, Produção jornalística em áudio e Produção jornalística em multimídia. As peças inscritas foram avaliadas por 36 profissionais convidados para integrar o Júri de Seleção.

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