Andar de ônibus em Itabira pode ficar mais caro em breve. O Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT) discute nesta quarta-feira (16) o reajuste da tarifa do transporte coletivo. O serviço é prestado pela Transportes Cisne/Pássaro Verde há cerca de 50 anos . A concessão do serviço se estende até 2033, conforme contrato firmado com Município. Nesta terça-feira (15), a concessão e prestação de serviço de transporte público foram novamente criticadas pelo vereador André Viana Madeira (Podemos).
Para ele, as discussões devem ir além do valor da passagem e a renovação ou não da concessão deve ser debatida amplamente. André Viana sugere que sejam envolvidos na discussão a Câmara de Vereadores, a Secretaria Municipal de Obras, Secretaria de Obras, Transportes e Trânsito, CMTT e a Cisne.
As tarifas do transporte coletivo urbano de Itabira ficaram mais caras desde 16 de abril de 2018. Desde então, os usuários do sistema Transcard pagam R$ 4, enquanto os usuários que optam por pagar em dinheiro, pagam um pouco mais caro pelas viagens, R$4,10. Antes do reajuste, a passagem custava R$ 3,65.
O percentual de aumento requerido pela empresa, bem como as planilhas de cálculos só serão apresentados durante a reunião do CMTT que acontece às 14h, na Secretaria Municipal de Obras, Transportes e Trânsito, no bairro Pará. O encontro do colegiado é aberto ao público. No ano passado, André Viana esteve presente no encontro que discutiu o último reajuste da passagem em Itabira.
“Brigamos no Conselho de Trânsito, fomos feitos de chacota pelos donos da empresa Cisne ou Pássaro Verde, que muda de nome, mas o teor é o mesmo, o CNPJ é o mesmo. Então, as discussões vão além do campo reajuste de passagem. Temos que estudar a concessão, a renovação ou abrir uma nova licitação. Temos Uber e mototáxi que podem arrebentar esse cartel do transporte. Nós discutimos por Itabira”, disparou o vereador.
O reajuste da tarifa precisa ser autorizado pelo CMTT e, posteriormente, publicado pelo prefeito Ronaldo Lage Magalhães (PTB). Em 2017, na Câmara de Vereadores, o gerente da Transportes Cisne, Albino José Pinheiro, explicou que o reajuste é calculado com base em custos como combustível, idade da frota, mão de obra e demais despesas.
Frota
Na época, a frota da Cisne era composta por 68 ônibus, sendo seis reservas. Em julho deste ano sete novos ônibus passaram a integrar a frota de veículos da empresa. Estes novos veículos substituirão os ônibus fabricados em 2009. Os coletivos são equipados com GPS, câmeras de monitoramento, telemetria e monitoramento por aplicativo. Ao todo, serão trocados 11 veículos até o início do ano que vem.

