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As salvações dos comerciantes em meio a pandemia: e-commerce e delivery

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DeFato Online

Reportagem veiculada na edição 82 do Jornal DeFato Cidades Mineradoras

A pandemia do novo coronavírus vem causando estragos há mais de um ano. Milhares de vidas perdidas; sequelas emocionais, físicas e psíquicas; crises; tudo isso são sintomas desta doença. Ademais, o comércio precisou ser fechado para contingência do vírus, o que casou danos às famílias cuja fonte de renda provém de pequenos negócios, diretamente afetados pela pandemia. A saída, em meio aos decretos municipais e estaduais, foi somente uma: vender modo delivery, ou seja, entregando na casa do cliente.

Em João Monlevade, o microempreendedor Daniel Fonseca não viu outra opção em meio ao fechamento do mercado senão o delivery. Ele tem um negócio no ramo de venda de eletrônicos. “Eu comecei a ter prejuízos enormes. Tinha mercadoria toda estocada, mas não conseguia vender, é algo que causa uma sensação horrível de impotência. A única, e possível saída, foi a criação do e-commerce, ou seja, a minha loja virtual no Instagram. E a opção de delivery, onde o motoqueiro terceirizado entrega o produto na casa do cliente”, relata Daniel.

O empresário se diz surpreso com a aceitação do público. “Eu já tinha uma página anteriormente, mas não era muito visitada, nem queríamos vender por ela, na verdade. Era mais uma forma de só ser visto para ser lembrado. Mas, com a estruturação que fizemos, a ampliação do marketing digital e o tráfego pago conseguimos um alcance muito significativo. Eu não esperava que fosse ser tão bem aceito”, finaliza o vendedor.

Edil tem uma pizzaria há mais de duas décadas na cidade. É uma referência quando o assunto é uma boa pizza. No entanto, nem mesmo quem se destaca no ramo deixou de sofrer grandes consequências com a pandemia. “Minhas vendas caíram drasticamente no início. Eu não tinha atendimento por todas as redes sociais, somente telefone ou WhatsApp. Isso dificultou muito para quem não conhecia o meu serviço. Eles não conseguiam ver fotos das pizzas, o cardápio, e ficava difícil chegar até o novo cliente, aquele que não conhecia a minha pizzaria”, explica Edil.

A saída, assim como muitos, foi investir nas vendas online. Edil dedicou uma quantia para criarem páginas no Facebook, Instagram e atendimento personalizado no WhatsApp. “Foi a salvação do meu negócio em meio ao naufrágio que a pandemia apresentava. Eu sabia que precisava mudar. Sabia que meu negócio era arcaico no modo de atender e divulgar, mas a pandemia me impôs uma necessidade imediata. Na verdade, foi bom passar por momentos difíceis para conseguir reinventar o meu negócio, que hoje vai bem”, finaliza.

Já Lidiane Santos cozinha dentro de casa. Ela faz marmitex e vende para toda a cidade de São Domingos do Prata. Além disso, aos sábados, durante a pandemia, Lidiane foca na venda de frangos assados. Só que não foi fácil desde o início da pandemia. Por se tratar de um negócio local, vários clientes retiravam a marmitex na porta da casa dela. Todavia, com os decretos e o avanço da pandemia, isso não era mais possível. Imediatamente a saída foi contratar um entregador, que trabalha todos os dias com ela.

“Foi a única saída encontrada para não falir o meu negócio. A necessidade das pessoas almoçarem todos os dias continuou existindo, mas não podiam mais retirar na minha casa. Tive que ser ágil para não perder os meus clientes. Logo, contratei um entregador, que tem a moto própria. Graças a Deus foi a saída, deu muito certo. Mas passei dias assustada com o avanço da pandemia”, reitera Lidiane.

O método de venda utilizado por ela é através de ligação ou pedidos por WhatsApp. “Por se tratar de um negócio que está crescendo, esses são os métodos que o cliente consegue fazer o pedido. Eu não penso em colocar no iFood por agora, é algo que posso pensar futuramente. No momento, eu consegui driblar a crise que diversos microempreendedores estão passando. É algo muito difícil e torço para que todos consigam dar a volta por cima”, finaliza Lidiane.

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