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Assembleia aprova aumento do ICMS sobre produtos como cerveja e refrigerante

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Foto: Guilherme Dardanhan/ALMG

Os deputados Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovaram de forma definitiva o Projeto de Lei (PL) 1.295/23, do governador Romeu Zema (Novo), que eleva em dois pontos percentuais a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre produtos considerados supérfluos. A proposta que retoma a cobrança da alíquota adicional de 2% foi aprovada em 2º turno nesta quinta-feira (28).

Na votação em segundo turno, o placar dos votos foi mais apertado: 31 votos favoráveis e 27 contrários. No 1º turno, o Projeto de Lei recebeu 33 votos favoráveis e 23 contrários em votação realizada nessa terça-feira (26).

A proposta original do governo já previa a majoração do imposto para os seguintes produtos:

Os deputados avalizaram o texto apresentado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), que sugeriu alterações pontuais no texto aprovado em 1º turno por meio do substitutivo nº 1, com uma emenda apresentada em Plenário, de autoria dos líderes da ALMG.

A novidade do substitutivo é o aval parcial a emenda da deputada Bella Gonçalves (Psol) para que sejam destinados, a partir de 2024, pelo menos 15% dos recursos arrecadados com o adicional do ICMS para o Fundo Estadual de Assistência Social (Feas). Esse percentual poderá ser aumentado para 20%, em 2025, e para 25%, em 2026.

O restante do valor arrecadado será destinado ao Fundo de Erradicação da Miséria (FEM), especialmente para o pagamento do Piso Mineiro de Assistência Social.

O substitutivo também mantém a exclusão das rações para animais domésticos do rol de produtos considerados supérfluos, como propôs emenda do deputado Noraldinho Júnior (PSB). A retirada desses produtos é para atender a diversas manifestações da sociedade civil, em especial dos protetores dos animais.

Vale até quando?

Outra alteração que consta no novo texto é o prazo de vigência até 31 de dezembro de 2026 das novas alíquotas, que devolveu o caráter provisório à medida, o que também não constava da proposta original do Executivo.

Emendas rejeitadas

Outras duas emendas apresentadas em Plenário foram rejeitadas. A de nº 1, da deputada Bella Gonçalves, aumentava o percentual destinado ao Fundo Estadual de Assistência Social incluído no substitutivo para 50%. A segunda, do deputado Ricardo Campos (PT), isentava do ICMS incidente sobre o fornecimento de energia e de água as associações comunitárias, os hospitais filantrópicos e as entidades sociais – como tratava de matéria nova, nem chegou a ser recebida.

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