Na tarde da última quarta-feira (19), a Liga Itabirana de Futebol Amador (Lifa) realizou a primeira sessão de julgamento referente a processos de ações de 2022 e que não chegaram a ser julgados. O Tribunal de Justiça Desportiva, composto por advogados da 52ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil, foi o responsável pela condução dos trabalhos.
O caso mais destacado foi o julgamento do atleta Waldelon Rodrigues Morais, do Santa Maria Esporte Clube. Ele agrediu o árbitro Ronaldo Fernandes de Lima em uma partida contra o Ivipa, válida pela categoria Principal do Campeonato Itabirano de Futebol Amador. O jogo teve repercussão na região e o julgamento era esperado com expectativa pelo público. Foi designado relator o Dr. Rogério Perry.
Após a leitura do processo, houve a defesa do acusado, que alegou não ter agredido o árbitro. O relator proferiu voto opinando pela aplicação de pena de 11 partidas e 160 dias de punição, sendo acompanhado por unanimidade pelos demais auditores. A defesa recorreu pelo efeito suspensivo, pedido indeferido, também de forma unânime.
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Ricardo de Freitas, presidente da Liga, disse estar satisfeito com a realização da primeira sessão. “Um feito, uma vitória muito grande da nossa gestão frente à Lifa. Ano passado tivemos muitos problemas na montagem e tentativa de manter o Tribunal, mas infelizmente, os membros não mantiveram a agenda e os clubes reclamaram muito e não tiro a razão deles. Hoje a realidade é outra”.
Já Silvio Andrade, secretário-geral, destacou a seriedade com que foram conduzidos os trabalhos. “Confesso que fiquei emocionado ao ver a sessão. Advogados comprometidos com a causa e com pleno conhecimento daquilo que estavam julgando. O fato de não conhecer os jogadores, não serem ‘boleiros’, torna o julgamento isento de qualquer parcialidade. Foi um grande momento para a Lifa e só tenho a agradecer aos profissionais da nossa OAB de Itabira”.
Outra a comentar sobre a experiência foi a presidente do tribunal e da OAB Itabira, Dra. Patrícia de Freitas Vieira. Ela destacou a rápida duração dos processos.
“A gente conseguiu dar andamentos aos processos que estavam parados desde o ano passado, do último campeonato. Foi uma sessão tranquila onde compareceram as partes e advogados para a defesa de seus atletas e clubes. Destaco os procuradores com suas manifestações respeitosas, tudo em um clima agradável. Criamos uma dinâmica de maneira que os julgamentos não irão demorar a acontecerem. Diante desta dinâmica, acordada com a Lifa, procuradores e auditores, creio que no máximo em duas semanas as eventuais infrações estejam apuradas e julgadas, não trazendo nenhuma ansiedade aos atletas. Estamos confiantes que tudo dará certo, prova disso, foi a primeira sessão realizada”.
Além de Patrícia de Freitas, participaram da sessão, como procurador, Dr. Gabriel Nascimento Santos, e os auditores Dr. Rogério Pierry Vieira e Dra. Crizian Keila Dias Martins.
*Com informações da assessoria de imprensa da Lifa

