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Atrito na geopolítica! Críticas de Lula a Israel geram manifestação da embaixada no Brasil

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Durante convenção nacional do PSB em Brasília, na noite de segunda-feira (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva leu uma nota do Ministério das Relações Exteriores sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, na Palestina.

No texto, a chancelaria brasileira condena Israel pela criação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada, medida considerada ilegal pela Corte Internacional de Justiça da ONU.

“O que nós estamos vendo é um Exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza. Eu sei que tem muita gente que não gosta, mas eu quero dizer aqui também no PSB, isso não é uma guerra, isso é um genocídio”, disse Lula.

Diante da manifestação do presidente brasileiro, a embaixada israelense emitiu uma nota afirmando que “é importante não se deixar levar pela propaganda e notícias falsas da organização terrorista Hamas. Ação essa que teria como objetivo alimentar o antissemitismo no mundo, por meio de eventos encenados, incidentes que não aconteceram, histórias falsas. Infelizmente tem quem compre essas mentiras, que estão prejudicando israelenses e judeus no Brasil e no Mundo todo”, diz trecho da nota.

Mesmo não fazendo menção direta ao nome do presidente Lula, o pronunciamento da embaixada é uma resposta ao que o presidente classificou como “genocídio”.

A manifestação da embaixada de Israel quebra um silêncio que se mantinha havia meses, apesar das declarações recentes vindas de Brasília sobre o conflito em Gaza.

Fontes próximas da embaixada israelense demonstraram surpresa com as manifestações do governo Lula e entendem como um distanciamento ainda maior entre os dois países.

Em março deste ano o Itamaraty divulgou uma nota sobre a morte de um adolescente brasileiro de 17 anos em prisão israelense, ocasião em que fontes diplomáticas de Israel revelaram ao jornal Metrópoles que o assunto havia sido discutido por representantes de Brasília e Tel Aviv.

A relação entre o Brasil e Israel tem enfrentado momentos de crise desde o segundo mandato do petista, ao ponto da retirada do embaixador brasileiro em Tel Aviv, igualmente o rótulo de “persona non grata” em Israel para o presidente do Brasil.

A tensão tem demonstrado efeitos práticos negativos, já que, restando menos de dois meses para a aposentadoria do atual chefe da missão diplomática em Brasília, embaixador Daniel Zonshine, a representação de Israel em Brasília core o risco de ficar sem um membro de primeiro escalão, porque o governo brasileiro ainda não concedeu o agrément, que é o aceite de um diplomata para assumir a embaixada. Gali Dagan foi indicado para assumir o posto em janeiro deste ano.

*Fonte: Metrópoles

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