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Aumento da tensão entre Brasil e os EUA deixa exportadores de Santa Catarina preocupados

Foto: Fiesc

Reunião da diretoria da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na sexta-feira (18), debateu a escalada da tensão entre o governo brasileiro e norte-americano e defende o diálogo como forma de evitar o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump, que, se começar a vigorar a partir do primeiro dia de agosto trará graves consequências para o setor produtivo e também para toda a sociedade brasileira.

Relatos dos industriais à Federação, muitos clientes estão solicitando que as mercadorias comercializadas ainda não sejam embarcadas, mesmo não havendo o cancelamento, mas na expectativa de maior clareza da situação.

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar ressalta que o principal destino do que é produzido no estado é os Estados Unidos.

“O ônus será para a sociedade. Dependemos muito dos Estados Unidos. É o destino para o qual  exportamos produtos de valor agregado e que não conseguiremos redirecionar para outros mercados no curto prazo. Reconquistar um cliente norte-americano perdido por conta da aplicação de tarifas é difícil e caro. Então, o prejuízo será enorme. Temos uma relação de 200 anos de comércio e cooperação. Não podemos perder isso”.

Em 2024, Santa Catarina exportou US$ 1,74 bilhão para os Estados Unidos e, entre os principais produtos constam obras de carpintaria para construções, motores elétricos, partes de motor, madeira, transformadores elétricos e partes e acessórios para veículos.

Na quarta-feira (16), o presidente da FIESC se reuniu com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também ministro da Indústria e Comércio, defendo o diálogo para reverter os impactos da sanção norte-americana.

Na oportunidade, Aguiar salientou que a retaliação não seria o melhor caminho, pois ampliaria os prejuízos para a indústria brasileira.

“Além de tentar reduzir as tarifas, precisamos buscar alternativas como a prorrogação do prazo de início da aplicação, para haver mais tempo para as negociações e para que as empresas tenham fôlego para se reorganizar e buscar novos mercados. A palavra de ordem é negociar”.

Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina- Gerencia de Comunicação Institucional e Relações Públicas

 

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