Um bebê nasceu dentro de um carro a caminho da maternidade na madrugada dessa sexta-feira (20), em Ipatinga. O caso aconteceu no bairro Ideal, e o parto foi feito pela avó materna da criança. O nascimento estava previsto para o final de março ou início de abril deste ano. Porém, Maria Vallentina decidiu não seguir a previsão dos médicos e veio ao mundo com 37 semanas e quatro dias.
Lidiane Matos Rosa de Oliveira, 23 anos, sentia muitas dores e apresentou sangramento. Ela, que mora no bairro Bom Jardim, pediu ajuda da sua mãe, Rute Matos, 40 anos, moradora do Canaã. Pouco tempo depois Rute Matos chegou a casa da filha e, junto com o pai da criança, Wemerson Soares, seguiram para Hospital Márcio Cunha. A ideia, inicialmente, era que Lidiane passasse apenas por uma avaliação médica.
No entanto, Maria Vallentina não aguentou esperar chegar na unidade de saúde e, próximo a rotatória do bairro Ideal, a parturiente pediu para parar o veículo porque a bebê estava nascendo. Foi neste momento que nasceu Maria Vallentina, com a ajuda da avó.
“Saímos da casa da Lidiane, por volta de meia noite e pouco. Na rotatória do Ideal ela pediu para parar o carro porque a nenê iria nascer. Assim que paramos fui para trás do banco do carona e retirei suas roupas de baixo. Naquela hora já pude notar que minha netinha estava nascendo”, comentou a avó materna.
O nascimento
Rute lembra com emoção da experiência mais marcante de sua vida. “Pra mim foi muito emocionante. Não sabia se ria, chorava ou saía correndo”, relata aliviada. Ela conta ainda que usou sua própria blusa de frio para improvisar como lençol e proteger o bebê: “Tirei minha blusa de frio e coloquei no banco do carro, onde estava deitada a minha filha”.
No momento em que avistou a cabeça da criança, pediu que a sua filha Lidiane fizesse força. Maria Vallentina começou a nascer. Mas, com receio de puxar o restante do corpo, a avó materna preferiu aguardar alguns instantes para ver se a neta continuava naturalmente a nascer. Contudo, diante a demora, o instinto falou mais alto e com as mãos, cuidadosamente, conduziu o nascimento da criança.
“Eu esperei um pouco. Mas, como vi que estava demorando a sair o ombrinho, com jeitinho eu segurei a cabecinha, o pescocinho e puxei. Logo nasceu a Maria Vallentina”, contou a avó emocionada.
O nascimento ficou ainda mais tenso quando a bebê não chorou após o parto. “Ela não chorava. Então, a coloquei de cabeça para baixo e bati no bumbunzinho dela. Daí então começou a chorar. Coloquei a nenê próxima do peito da mãe, enquanto retirava o cordão umbilical que se encontrava enrolado em sua perninha e a cobri com uma jaqueta para aquecê-la. Ela arregalou os olhos para o pai. Nunca tinha visto um recém nascido abrir os olhos daquele jeito”, lembra Rute.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e cerca de 17 minutos após a ligação chegou ao local. Os profissionais realizaram ali mesmo os procedimentos com a mãe e filha, cortando o cordão umbilical, higienizando a criança e a envolvendo em um cobertor térmico. Lidiane e Maria Vallentina foram conduzidas ao hospital para finalizar o parto, fazer a retirada da placenta, dentre outros procedimentos médicos. A pequena Maria Vallentina nasceu saudável com 2.990 kg e 47 cm. Mãe e filha estão em observação e passam bem.
Com informações: Natália Fonseca

