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Bailarina de Conceição do Mato Dentro é aprovada em Centro de Formação do Palácio das Artes

bailarina

Hoje com 17 anos, Giovanna Silva terá a chance de se profissionalizar em um dos principais centros de formação do estado. Foto: Arquivo pessoal

Há aproximadamente 10 anos, a pequena Giovanna Silva, natural de Conceição do Mato Dentro, assistiu a uma apresentação de balé com sua mãe e ficou encantada com o que viu. Naquele instante, despertava na garotinha, com cerca de sete anos, o desejo de dançar e nunca mais parar. E, em maio de 2021, o sonho se tornou ainda mais real.

Giovanna, hoje com 17 anos, foi aprovada no Cefart, o Centro de Formação Artística e Tecnológica do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Com quase 50 anos de atividades, o Cefart é responsável por promover a formação em diversas linguagens no campo da arte e em tecnologia do espetáculo. Várias gerações de artistas e técnicos passaram pelos cursos técnicos, regulares e de extensão do projeto, que possui grande repercussão social.

Assistir a uma apresentação de balé ao lado da mãe mudou para sempre a vida de Giovanna. Foto: Arquivo pessoal

Segundo a bailarina do studio de dança Petite Ballerine, em Conceição do Mato Dentro, todo o processo de inscrição e aprovação levou cerca de um mês. Devido à pandemia, as aulas serão realizadas on-line por enquanto. Porém, a mudança para Belo Horizonte será inevitável quando as atividades passarem a ser presenciais. Ela comenta sobre o momento em que recebeu a notícia.

“Foi uma mistura de vários sentimentos bons. No primeiro momento, eu nem acreditei que tinha passado. Quando a ficha caiu, eu fiquei muito emocionada, com o coração cheio de felicidade e gratidão pela oportunidade.”

Para Giovanna, mais do que se aprofundar no aprendizado sobre a dança e se profissionalizar, esta será uma oportunidade de consolidar algo que se tornou uma expressão de vida. “O balé é a linguagem com a qual eu melhor me expresso. Me encontrei nessa arte de uma forma muito natural e, aos poucos, ela foi me transformando. É amor e poesia em forma de movimento.”

No entanto, a jovem, que ainda pretende integrar alguma companhia de dança brasileira, não quer parar por aí. “A dança faz parte de quem eu sou, não consigo me imaginar no futuro sem ela. Mas também tenho vontade de estudar alguma outra coisa.”

Foto: Arquivo pessoal

Inspiração às colegas

Quem também está muito feliz com a conquista é a professora de Giovanna, Gabriella Thomaz, de 25 anos. Para ela, a aprovação no Cefart inspira outras garotas que queiram seguir um caminho parecido.

“A conquista da Giovanna é muito importante pra nós, do Petite Ballerine, e, principalmente, para as alunas mais novas, pois agora elas veem que é possível o sonho de ser bailarina profissional. A Giovanna foi a primeira, ela abriu portas, mas aqui no Petite Ballerine temos várias outras Giovannas, todas muito talentosas e com grande potencial!”

Giovanna e Gabriella se apresentaram juntas no espetáculo Branca de Neve, em 2017. Foto: Gabriella Thomaz/Arquivo pessoal

Gabriella relembra que, logo no primeiro contato que teve com a aluna, sentiu que ali havia uma dançarina diferente. “Lembro do primeiro dia em que dei aula para a Giovanna, ela era diferente, muito talentosa! Ao longo dos anos, ela foi ganhando destaque, foi nossa principal nos espetáculos anuais várias vezes! Nos festivais, já ganhou premiações com solos, enfim, um talento. Quando ela se formou no ensino médio, eu conversei sobre a possibilidade dela se profissionalizar na dança, e assim está acontecendo!”

Hoje com 25 anos, Gabriella possui seu studio de dança desde os 15. Foto: LFares Fotografia

Agradecimentos

Por fim, a bailarina agradece a todos aqueles que, de certa forma, se envolveram no processo. Desde integrantes da Petite Ballerine, até seus familiares.

“Sou muito grata à Gabi, que é minha professora desde a primeira aula. Ela me ensinou tudo o que eu sei com muito carinho e dedicação, e esteve ao meu lado acreditando em mim durante todo o processo seletivo. Ela é 100% responsável por esse resultado. Além da Gabi, agradeço os meus pais, meu irmão, minha prima Lívia e meus amigos. O apoio e incentivo que recebi deles foi fundamental”, finaliza.

Sobre a escola

Fundado por Gabriella Thomaz, o Petite Ballerine surgiu em 2011, quando a professora ainda possuía 15 anos. Conectada com a dança desde a adolescência, ela abriu a escola quando sua professora, a quem auxiliava anteriormente, deixou Conceição do Mato Dentro. Com 10 anos de atividades, o studio oferece aulas de balé, jazz, forró e danças urbanas.

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