O Banco Central impôs sigilo sobre as comunicações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com autoridades da instituição, a respeito do processo de liquidação do Banco Master.
A coluna do Metrópoles solicitou, por meio da Lei de Acesso à Informação, os registros (todos) de reuniões e comunicações relacionadas ao Banco Master, negado pelo BC, alegando proteção de dados patrimoniais e informações pessoais.
A medida coloca sob sigilo informações básicas, como troca de mensagens, datas e registros de reuniões.
É a tradicional forma que os órgãos públicos têm de tarjar as informações sensíveis ou protegidas por lei e que possam expor dados pessoais.
A suspeita é de que o ministro Alexandre de Moraes tenha pressionado o presidente do Banco Central, Alexandre Galípolo, em favor do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro. Revelações da imprensa indicam que eles teriam se encontrado ao menos seis vezes sobre o assunto, apesar da negativa de ambos.
O Master contratou o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, por R$ 129 milhões.
Galípolo, à época, afirmou que as tratativas dele a respeito do Master foram registradas pelo Banco Central.
“Como as manifestações de caráter técnico do Banco Central tratam integralmente dados sigilosos, não será possível disponibilizarmos as informações requeridas”.
A coluna irá recorrer da negativa de acesso, nos termos da Lei de Acesso à Informação.
*Fonte: Metrópoles

