O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI), senador Carlos Viana (Podemos-MG), esclareceu que bancos estarão na lista de investigados na segunda fase dos trabalhos, uma vez que permitiram descontos irregulares, assim como associações e apuração sobre empréstimos consignados indevidos.
Conforme Viana, num primeiro momento serão investigados os descontos efetuados por sindicatos e associações: “Num segundo momento, quando nós exaurirmos a fase de oitivas, de depoimentos das associações dos sindicatos, nós passaremos à questão dos bancos e das cooperativas de crédito, porque elas também praticam descontos irregulares nas contas dos servidores. Então, é uma segunda fase da CPMI”.
O senador nega ter sido procurado por empresas do ramo, mas se diz preparado para recusar qualquer tipo de pressão sobre as investigações.
“Se procurar, vai bater com a porta na cara, porque eu não devo nada a banco, não tenho o favor de banco, não tenho lobby de banco, nunca participei de banco”.
O parlamentar fez parte da CPMI que em 2019 investigou as causas do rompimento da barragem de Brumadinho, e outras barragens em Minas Gerais, onde alega ter adquirido experiência que o preparou para enfrentar pressões dos setores que têm influência no Congresso.
“Quando fui relator da CPMI de Brumadinho, eu enfrentei aqui o lobby mais importante que existe no meu estado, que é o das mineradoras. Então, eu aprendi a lidar com esse tipo de situação, que é até normal. Não vou dizer que não seja normal. Mas, se vierem procurar, pode ter certeza, vão receber um não da seguinte forma. Se não aparecerem nas investigações, não vai ser chamado, mas, se aparecer, vai ter o nome chamado para poder participar”.
Até a quinta-feira (28), os integrantes da CPMI aprovaram 38 requerimentos, entre eles, pedidos de compartilhamento das investigações já em curso na Polícia Federal e na Controladoria-Geral da União, além de aprovados pedidos de acesso aos registros de entrada do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes no Ministério da Previdência e na sede do INSS entre 2019 a 2025. Outro requerimento visa o programa Meu INSS Vale +, que adiantava valores a beneficiários, e solicita à Federação Brasileira de Bancos, (Febraban) informações sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

