Um carro forte foi atacado por bandidos fortemente armados, na tarde desta quinta-feira (28), na cidade de Juan Emilio O’Leary, no Paraguai. Segundo a Polícia Nacional do Paraguai foram levados cerca de R$ 1,2 milhão. A polícia do país vizinho informou que o carro saiu de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia, vizinha de Ponta Porã, localizada na região sul de Mato Grosso do Sul.
De acordo com a ocorrência policial, o carro que transportava a quantia milionária foi atacado pelo grupo de assaltantes em plena luz do dia. Uma caminhonete, utilizada pelos ladrões, foi encontrada queimada próximo ao local do ataque. Toda ação dos criminosos foi filmada por pessoas que passavam pelo local.
Ainda de acordo com a polícia, os bandidos utilizaram explosivos para parar o veículo e depois usaram armas de grosso calibre para entrar no carro e ter acesso ao dinheiro. Os quatro homens responsáveis pelo transporte das cédulas não ficaram feridos.
O carro seguia para a cidade brasileira de Foz do Iguaçu, no Paraná, que também fica na região de fronteira com o país vizinho. A Polícia Nacional do Paraguai investiga a possível participação de brasileiros no crime.
Ações violentas
Esse tipo de ação tem se tornado comum. Em novembro de 2020, por exemplo, uma quadrilha com cerca de 30 pessoas, causou terror e pânico no Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. Ao assaltar a tesouraria regional de um banco, o grupo fortemente armado provocou incêndios, detonou explosões, atirou contra policiais, usou reféns como escudo e bloqueou ruas e acessos à cidade.
A ação durou quase duas horas e foi registrada pelos moradores apavorados da cidade. Durante o assalto, de proporções cinematográficas, um policial militar e um vigilante ficaram feridos, mas ninguém morreu. Os criminosos abordaram pessoas nas ruas e as fizeram de reféns. Alguns homens foram deixados sem camisa, sentados sobre uma faixa de pedestres na rua, usados como escudos pela quadrilha.
A polícia local acredita que essa é uma quadrilha de crime organizado, especializada em assalto a banco. Eles classificaram a ações como a de Criciúma e, agora, da fronteira com o Paraguai, como “novo cangaço”.

