A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou que tem cerca de 2,4 mil moradias populares em construção em 14 empreendimentos vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida. As obras são executadas pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte, a Urbel, e têm previsão de conclusão até 2027.
As unidades serão destinadas prioritariamente a famílias com renda mensal de até R$3,2 mil. Conforme as regras do programa, também poderão ser atendidos grupos com renda de até R$5 mil.
Para viabilizar os empreendimentos, a Prefeitura de Belo Horizonte doou terrenos municipais e informou ter aportado cerca de R$90 milhões nas obras. Os projetos ficam em áreas já inseridas na malha urbana, com acesso a equipamentos públicos, infraestrutura e serviços.
A maior parte das unidades em construção está na Regional Pampulha. São 1.484 moradias distribuídas em oito empreendimentos, o que representa mais de 60% da carteira atual de obras. Entre eles estão os residenciais Clóvis Salgado e Viotti, ambos no bairro Bandeirantes, com 300 unidades cada e previsão de conclusão no primeiro semestre de 2027.
Ainda na Pampulha, o Residencial Maurette, no bairro Manacás, deve ser entregue no segundo semestre deste ano, com 80 unidades. Também têm previsão de entrega para 2026 o Residencial Mar de Rosa, no bairro Juliana, na Regional Norte, com 72 moradias, e o Residencial Tibiriçá, na Vila São Jorge, na Regional Oeste, com 48 unidades.
Na Regional Barreiro, estão em andamento 514 unidades. Os residenciais Jardim do Vale, no bairro Jatobá, Lavrinhas, no bairro Itaipu, e Jordelino, no bairro Diamante, têm previsão de entrega no segundo semestre de 2027. Já o Residencial Djalma Cassimiro, no bairro Dom Silvério, na Regional Nordeste, tem 188 unidades em construção.
O Residencial Clóvis Salgado recebeu reconhecimento nacional no Prêmio Minha Casa, Minha Vida, promovido pelo Ministério das Cidades, na categoria Solução Projetual. O projeto foi destacado por aspectos ligados à integração urbana, qualidade arquitetônica, adaptação ao terreno e uso dos espaços coletivos.
Apesar do volume de obras, as novas unidades ainda representam apenas parte da demanda habitacional de Belo Horizonte. O Plano Local de Habitação de Interesse Social trabalha com um déficit de dezenas de milhares de moradias na capital, com prioridade para famílias removidas de áreas de risco, moradores de vilas e favelas, beneficiários de reassentamento e famílias de baixa renda inscritas na política habitacional.
Além das obras em execução, a capital tem outras propostas em análise e contratação junto à Caixa Econômica Federal. Ao todo, a previsão é chegar a cerca de 4 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida em Belo Horizonte. Desse total, 427 estão em análise pela Caixa, enquanto outras propostas, ligadas a 24 terrenos municipais, estão em fase de estudos e elaboração de projetos.

