Belo Horizonte registrou redução de mais de 25 por cento nos crimes de furto e roubo de veículos no primeiro bimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O dado foi divulgado pela Polícia Militar de Minas Gerais nesta terça-feira (17), durante uma operação que marcou um ano do Núcleo de Prevenção aos Furtos e Roubos de Veículos. Somente nos furtos, o balanço aponta queda em torno de 500 registros em relação ao ano anterior.
Segundo a corporação, a estratégia combina prevenção e repressão qualificada, com integração entre batalhões da capital, acompanhamento do Batalhão de Polícia de Trânsito e apoio operacional da Rotam. A comandante do BPTran, tenente-coronel Layla Brunnela, afirmou que 2025 terminou com estabilidade nos furtos, com redução próxima de 1 por cento, e queda de cerca de 20 por cento nos roubos de veículos. Já no recorte dos dois primeiros meses de 2026, a redução seria superior a 25 por cento, somando furtos e roubos.
Além da presença policial em pontos de maior incidência, o recorte apresentado também sugere foco em crimes que costumam sustentar o mercado ilegal de veículos e peças, como receptação, clonagem, desmanche e uso de ferramentas para violar centrais eletrônicas e chaves. A avaliação, ainda conforme a PM, é que prender envolvidos e recuperar automóveis tem impacto direto na cadeia do crime, ao elevar o risco para quem furta, transporta, adultera e revende.
Mesmo com a queda apontada, o balanço trata de um tipo específico de criminalidade, furtos e roubos de veículos, e não permite concluir, por si só, que houve redução geral da violência em Belo Horizonte. Outro ponto é que a comparação se baseia em registros formais e em um período curto, sujeito a variações sazonais, mudanças no padrão de circulação na cidade e oscilações na subnotificação. Para uma avaliação mais ampla do quadro de segurança, especialistas costumam recomendar a análise conjunta de diferentes indicadores, como crimes violentos, roubos em geral, letalidade e tendências em séries mais longas.
A expectativa é que os próximos balanços mostrem se a queda se mantém ao longo do semestre e se há reflexo em outros crimes patrimoniais. Enquanto isso, o dado do primeiro bimestre serve como sinal de tendência para um tipo de ocorrência que afeta a mobilidade, o trabalho e o custo de vida, com impacto direto para quem depende do veículo para renda ou deslocamento diário.

