Levantamento realizado pelo grupo “Monitor do debate político,” da Universidade de São Paulo (USP), coordenado por Pablo Ortellado e Márcio Moreto, junto ao público presente ao ato de apoio a Jair Bolsonaro (PL), em Copacabana, no Rio de Janeiro, no domingo (21), constatou que o nome do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é o preferido à disputa presidencial em 2026, caso a inelegibilidade de Bolsonaro se confirme.
Já para a prefeitura do Rio de Janeiro neste ano, Alexandre Ramagem (PL), ex-diretor da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Informação (Abin), é o mais cotado para a função.
Para 54% dos bolsonaristas, Tarcísio é o melhor nome para concorrer no pleito eleitoral de 2026; seguido de Michelle Bolsonaro, com 23%; Romeu Zema, governador de Minas Gerais, com 4%; e do General Braga Neto, também com 4%.
Para a prefeitura do Rio, a preferência recai sobre Alexandre Ramagam, com 63% das manifestações favoráveis; seguido por Otoni de Paula (5%); e Eduardo Paes junto a Rodrigo Amorim, os dois com 2%. Enquanto 26% dizem que Bolsonaro deve apoiar outro candidato, nenhum ou não souberam responder.
Os manifestantes consideram que a suspensão da conta do X (antigo Twitter) pela Corte Suprema e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) configura censura (91%) e apoiam a decisão de Elon Musk em descumprir a determinação do STF (85%). Outros 93% afirmaram ser favoráveis ao impeachment do minsitro Alexandre de Moraes.
Foram ouvidas 368 pessoas em toda a extensão da praia. A pesquisa tem grau de confiança de 95% e a margem de erro é d cinco pontos percentuais para mais ou para menos.
O grupo de pesquisa da USP calculou em 32,7 mil pessoas presentes ao evento, com margem de erro de 12% para mais ou para menos.
O público em Copacabana, na orla, é o equivalente a 18% dos 185 mil participantes na manifestação anterior, realizada na avenida Paulista, em São Paulo, em fevereiro.
O grupo da USP produziu imagens aéreas entre 10h e 12h30, quando Bolsonaro terminou seu discurso. O público foi contabilizado por sistemas de software, com o pico de pessoas estimado durante a fala do ex-presidente, às 12h30.
Considerando a margem de erro, pode ocorrer uma diferença de 3,9 mi pessoas, para mais ou para menos. A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que não iria divulgar estatística de presentes ao evento no domingo.

