A manifestação foi feita a jornalistas ao desembarcar no aeroporto de Brasília, quando foi enfático ao dizer que “só depois de morto” indicaria outro nome para disputar a presidência em 2026.
“Eu não participar é uma negação à democracia. Só depois de morto eu indico outro candidato. Se tivesse um motivo justo, eu nem estaria falando com vocês aqui, arrumaria uma maneira de fugir por aí, ir embora”.
O ex-presidente ressaltou que há vários partidos com capacidade de lançar candidatos e que não está atrapalhando ninguém. “Cada partido que se apresente, lance o candidato, comece a andar pelo Brasil, como eu fiz”.
Também nesta quinta-feira, a defesa de Bolsonaro apresentou suas respostas às acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o incriminam por uma suposta tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após as eleições de 2022, quando foi derrotado por Lula.
Bolsonaro ironizou as alegações e teceu críticas às investigações.
“Que golpe é esse, em janeiro, em que você não está no Brasil? Eu tramei com o Pateta, com o Pato Donald, com o Mickey Mouse, só pode ser isso. Vou dar golpe sem Força nenhuma? Lá da Disney?”.
Bolsonaro responde por crimes de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado com violência e deterioração de patrimônio tombado, que somam até 43 anos de prisão.
Na oportunidade, o ex-presidente desqualificou as alegações de um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes (STF), dizendo que seria infantil “Sequestrar alguém e envenenar? Está aqui um copinho de chumbinho? Está de sacanagem? Coisa infantil”.
Bolsonaro foi mais além e criticou a decisão de ser julgado pela Primeira Turma da Corte, composta por Alexandre de Moraes (relator do inquérito), Cristiano Zanin (ex-advogado de Lula), Flávio Dino (ex-ministro de Lula), Luiz Fux e Cármem Lúcia.
“Se eu sou tão criminoso assim, por que não seguir o devido processo legal? Primeiro, meu foro não é esse. Onde o Lula foi julgado? Não foi em Curitiba? Décima Terceira Vara? O meu foro não é esse. Se fosse aqui, é pelo pleno, não é por aquela Turma. O pessoal do 8 de Janeiro está sendo julgado pelo pleno, por que para mim é diferente?”

