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Bolsonaro diz que as reuniões ministeriais eram gravadas para as redes

Agenda de Bolsonaro avança no Congresso sem resistência de aliados do PT

Ex-poresidente Jair Bolsonaro saindo do Senado Federal após visitas oa gabinete do filho senador Flávio Bolsonaro, no dia da votação do Marco Fiscal e da sabatina do minsitro indicadao ao STF, Cristisno Zanin. Bolsonaro disse que espera ser inocentado no processo que será votado a amanhã pelo TSE. Sérgio Lima/Poder360 21.jun.2023

Em entrevista à Revista Oeste, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (27) que as reuniões ministeriais durante o seu governo eram gravadas para publicar trechos nas redes sociais e que depois seriam descartadas.


Bolsonaro afirmou que o seu governo parou de fazer as filmagens depois que Sérgio Moro (hoje senador pelo União Brasil-PR), deixou o Ministério da Justiça e apontou as falas do ex-presidente em uma reunião do seu ministério como prova de que o então chefe do executivo tentava interferir na Polícia Federal para proteger seus filhos de investigações.

Após a divulgação do vídeo, o governo decidiu parar com esse tipo de gravações. Bolsonaro afirma que não sabe quem gravou o vídeo que teria embasado a operação Tempus Veritatis, da PF, que o tem e a seus aliados como alvos em 8 de fevereiro.

“Ninguém vai programar um golpe na frente de pelo menos 30 pessoas {…} é mais uma forçação de barra”, finalizou.

A operação Tempus Veritatis foi deflagrada no dia 8 de fevereiro de 2024 contra Jair Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe. A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a investigação, os suspeitos trabalhavam para invalidar os resultados que deram a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes mesmo das eleições de 2022.

Entre os principais alvos estão:

Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);

Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL;
Anderson Torres, ministro da Justiça do governo Bolsonaro;

Filipe Martins, assessor da Presidência da República no governo Bolsonaro;
Walter Braga Neto, foi ministro da Casa Civil e candidato a vice-presidente na chapa com Bolsonaro;

General Estevan Teófilo Gaspar de Oliveira, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército;

Almirante Almir Garnier, assessor especial militar do Ministério da Defesa de Dilma e comandante da Marinha na metade da gestão Bolsonaro;
Tércio Arnauld Tomaz, assessor especial da gestão Bolsonaro;

Aílton Barros, major reformado;

Coronel do Exército, Marcelo Câmara, assessor de Bolsonaro;

Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército, ministro da Defesa durante o último ano da gestão Bolsonaro.

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