Recepcionado por correligionários e alguns parlamentares da base, no diretório do PL, no Complexo Brasil 21, em Brasília, nesta quinta-feira (30), o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), retorna após 89 dias fora do país.
Bolsonaro viajou para Orlando, nos Estados Unidos, no penúltimo dia de seu mandato presidencial, deixando o seu vice, Hamilton Mourão (Republicanos), presidente por um dia até a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Rumores insinuavam que Bolsonaro fugia ante a possibilidade de ser preso pelo novo comando do país e das Forças Armadas.
Na verdade, não há comprovação sobre o que causou o “exílio” do ex-presidente ao exterior.
Caravanas de apoiadores estiveram nas imediações do aeroporto de Brasilía na recepção ao ex-presidente, mas forças de segurança impediam aproximação.
Em evento fechado à imprensa e apoiadores, o ex-chefe do Executivo fez um curto discurso, transmitido pelas redes sociais. “Parabéns para vocês, obrigado pelas medidas. Pela forma de se comportar, de agir lá dentro, fazendo o que realmente tem que ser feito. Mostrar para esse pessoal que, por ora, por pouco tempo, eles não vã fazer o que bem querem”.
Bolsonaro salientou que o parlamento melhorou muito desde a sua saída e chamou o presidente do PL, Valdemar Costa neto como “chefe”, e disse que o partido quer, com legendas aliadas, eleger 60% das prefeituras do país, nas eleições municipais do ano que vem. “Nós somos praticamente 20% das bancadas, além de outros colegas nossos. Hoje em dia, a bola está com vocês!”.
Sobre sua permanência nos Estados Unidos, por quase três meses, afirmou que “deu para ter uma visão melhor do nosso país lá de fora, e a viagem foi um aprendizado”.
“Quero implementar no Brasil o que é feito em solo norte-americano. Lá, é o estado brasileiro que deu certo. Tudo lá é aquilo que queremos implementar também. A liberdade de expressão, propriedade privada, a questão da criminalidade, o legítimo direito à defesa. O que é mais importante? Liberdade para trabalhar e se expressar!”.
Parlamentares da base governista ironizaram nesta quinta-feira (30), a volta de Bolsonaro após três meses fora, mencionando que o ex-presidente terá que se explicar à Polícia Federal na próxima quarta-feira, 5 de abril.

