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Bombeiros de Minas enfrentam calor extremo, risco de desabamentos e protocolos rigorosos em missão de resgate na Venezuela

Bombeiros de Minas enfrentam calor extremo, risco de desabamentos e protocolos rigorosos em missão de resgate na Venezuela

Foto: Reprodução/Sala de Imprensa/CBMMG

Os militares do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) que integram a missão internacional de busca e resgate na Venezuela seguem enfrentando uma rotina marcada por riscos estruturais, temperaturas elevadas e protocolos rigorosos de segurança. No sexto dia da operação, a corporação destacou que a localização de vítimas representa apenas uma das etapas do trabalho desenvolvido nas áreas atingidas pelo desastre.

A missão brasileira conta com a participação de 31 bombeiros mineiros, que atuam em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca, salvamento e recuperação de vítimas em edificações colapsadas. Segundo o CBMMG, cada intervenção exige uma avaliação minuciosa das condições estruturais antes que qualquer resgate seja iniciado.

De acordo com a corporação, a principal preocupação dos profissionais é garantir que a operação não coloque em risco a vida dos próprios socorristas. Para isso, são realizadas análises constantes da estabilidade dos escombros, identificação de áreas suscetíveis a novos desabamentos e criação de acessos seguros para o avanço das equipes.

Cinco vítimas já foram recuperadas pela equipe brasileira

Nos últimos dias, os bombeiros brasileiros participaram da localização e recuperação de vítimas que permaneciam sob os escombros das construções atingidas.

Na segunda-feira (30), as equipes realizaram a retirada de três vítimas em óbito: duas mulheres e um homem de 71 anos. Já na terça-feira (1º), outros dois corpos foram localizados e recuperados pelos profissionais brasileiros.

Segundo os bombeiros de Minas Gerais, a descoberta de novas vítimas altera constantemente o cenário operacional, exigindo novas avaliações de risco e redefinição das estratégias de atuação.

Em alguns casos, devido ao elevado grau de comprometimento das estruturas, a utilização de máquinas pesadas se torna a alternativa mais segura para permitir o acesso aos locais onde as vítimas estão soterradas.

Todas as ações seguem protocolos internacionais estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para operações urbanas de busca e resgate, que priorizam a preservação da vida dos profissionais envolvidos sem comprometer a eficácia das operações.

Calor intenso e riscos biológicos aumentam desgaste

Além dos desafios estruturais, as equipes enfrentam condições climáticas adversas. As temperaturas na região da operação têm variado entre 24°C e 31°C, com sensação térmica frequentemente ultrapassando os 32°C.

O calor intenso, aliado ao esforço físico exigido durante as buscas, aumenta significativamente o desgaste dos profissionais.

Outro desafio enfrentado pelos bombeiros é o risco de contaminação biológica. Nesta terça-feira, os integrantes da missão participaram de orientações específicas sobre prevenção de doenças infectocontagiosas transmitidas por contato ou por via respiratória.

Segundo o Corpo de Bombeiros, esse tipo de cuidado é fundamental em cenários caracterizados por grande quantidade de poeira, escombros e presença de matéria orgânica em decomposição.

Cooperação internacional marca operação

A missão também tem sido marcada pela integração entre as equipes de diferentes países mobilizadas para atuar no desastre.

Um dos episódios destacados pelo CBMMG ocorreu quando a médica-veterinária da equipe brasileira prestou atendimento ao cão de busca pertencente ao Exército Argentino. Os cães farejadores são considerados ferramentas essenciais em operações de busca em estruturas colapsadas, devido à capacidade de localizar vítimas em áreas de difícil acesso.

Para o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a atuação na Venezuela demonstra que missões internacionais de resposta a desastres exigem muito mais do que experiência operacional.

Segundo a corporação, operações dessa complexidade dependem de planejamento permanente, rigor técnico, gerenciamento contínuo de riscos e atuação coordenada entre profissionais de diferentes especialidades e nacionalidades, garantindo que cada avanço sobre os escombros seja realizado com a máxima segurança possível.

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