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Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU

Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU

Presidente Lula discursa na abertura da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil assumiu, no último domingo (1º), a presidência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Esse é o décimo primeiro mandato brasileiro à frente do órgão — sendo o segundo país que mais ocupou essa presidência, desde 1948, quando aconteceu a criação da entidade, ficando atrás apenas do Japão.

O Conselho de Segurança da ONU é composto por 15 países, sendo dez com cadeiras rotativas e cinco permanentes. Enquanto líderes da entidade, os países têm a oportunidade de propor debates, definir tópicos prioritários, resolver e mediar conflitos internacionais.

O embaixador Carlos Márcio Cozendey, secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério de Relações Exteriores, o Brasil terá como foco da sua gestão no “papel que as mulheres podem exercer nos processos de prevenção e resoluçãode conflitos”.

Outros temas devem fazer parte da agenda brasileira são: a guerra entre Rússia e Ucrânia, as discordâncias sobre o envio de missão de ajuda ao Haiti e a reforma no funcionamento do próprio Conselho de Segurança da ONU.

O último quesito tem sido argumento, em especial pelo Brasil, por meio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que critica a perda de eficácia das instituições multilaterais e na falha em cumprir com o objetivo do Conselho de Segurança em manter a paz e a segurança internacional.

Lula sempre defendeu a reforma e o país sempre pleiteou a ampliação dos membros fixos do Conselho, inclusive de fazer parte permanentemente.

A Rússia, em guerra com a Ucrânia e membro fixo do conselho, tem impedido a tomada de decisões a respeito do conflito armado. O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, já tem reuniões agendadas para encabeçar mediações sobre o imbróglio.

No dia 20 de outubro, a agenda é para entender os instrumentos que as organizações multilaterais podem utilizar na prevenção de conflitos. No dia 24, um debate aberto sobre o Oriente Médio, tratando da causa Palestina.

No dia 25 de outubro, a divulgação de um relatório anual do papel das mulheres em países em guerra e como elas são afetadas com o problema. Na ocasião, o ministro Mauro Vieira vai abordar, em debate, o tema “Mulheres, paz e segurança”.

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