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Brasil joga bem contra o Paraguai, mas devemos tomar cuidado com os extremos

Foto: Marcos Ribolli

A vitória pelo placar mínimo na noite desta terça-feira (10), contra o Paraguai, trouxe boas notícias, além da classificação garantida para a Copa, à seleção brasileira. A estreia de Carlo Ancelotti em estádios brasileiros foi acompanhada por uma boa atuação coletiva de um time bastante modificado pelo técnico italiano.

Jogadores como Bruno Guimarães, Martinelli e Matheus Cunha (esse sempre bem quando requisitado) apresentaram ótimo desempenho na partida, válida pelas Eliminatórias da Copa. O primeiro apresentou nível próximo ao visto nos últimos três anos na Inglaterra, onde é peça fundamental do Newcastle, hoje time de Champions.

Também destaques da Premier League, Martinelli e Matheus Cunha deram outro dinamismo ao, até então, burocrático ataque brasileiro. Enquanto o ponta esquerda do Arsenal ganhou boa parte dos confrontos 1×1 e gerou jogadas de perigo, o ex-atacante do Wolverhampton, recém anunciado pelo United, fez o que sabe de melhor: circulou por todo o setor e deu a assistência para Vini Jr. marcar o único gol da partida.

Menções honrosas também a Casemiro, de volta ao seu melhor nível, Vanderson e Alexsandro Ribeiro, ambos da Ligue 1. Revelado pelo Grêmio, o lateral direito se apresentou o tempo todo no ataque e conseguiu ótimas combinações com Bruno Guimarães e Raphinha. Já Alexsandro, embora menos exigido, foi firme nas disputas físicas e encontrou bons passes nas entrelinhas, uma das suas especialidades.

Mas você, caro leitor, há de questionar: empolgado por conta de uma vitória contra o Paraguai? Empolgado talvez não seja a melhor palavra, mas foi importante perceber como Ancelotti explorou dos seus atletas o que eles podem oferecer de melhor. Ninguém entrou em campo por acaso.

Não é justo, por exemplo, exigir de Martinelli ou Matheus Cunha muitos gols. Mesmo sendo atacantes, suas virtudes são outras, e podem ser fundamentais na reconstrução da seleção brasileira. Como demonstrado na noite desta terça.

Pecamos muito ao sempre levar as discussões de um extremo ao outro. Não temos a melhor geração da história, tampouco a pior. Mas é possível fazer desses jogadores um time competitivo, e isso ficou claro na Neo Química Arena.

 

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

 

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