O Brasil está fora do Mapa da Fome, segundo anunciou nesta segunda-feira (28) a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU). O resultado reflete a média trienal 2022/2023/2024. Nesse período, o País está abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente. Esse é o critério usado pelas Nações Unidas para considerar se o Brasil está ou não no mapa da fome.
Apesar da melhora, há cerca de 7 milhões de brasileiros em insegurança alimentar severa. Outros 28,5 milhões de brasileiros estão em quadros de insegurança considerada moderada ou grave. Em crianças, além dos impactos físicos imediatos (como o risco maior de doenças infecciosas), a desnutrição atrasa o desenvolvimento cognitivo e prejudica a aprendizagem.
O presidente Lula comemorou a conquista nas suas redes sociais: “Minhas amigas e meus amigos. É com grande orgulho e imensa alegria que informo: O Brasil está fora do mapa da fome, mais uma vez. Isso significa que reduzimos a insegurança alimentar grave e a subnutrição para menos de 2,5% da população. Uma conquista histórica que mostra que com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário”, disse.
O Brasil havia saído do Mapa da Fome em 2014, durante o governo de Dilma Rousseff, e se manteve até 2018. Com os reflexos da crise econômica iniciada em 2015 e, depois, com a pandemia, houve aumento da pobreza e dificuldade de acesso a alimentos. Além dos reflexos da covid-19, o cenário de guerras – como a da Ucrânia – e de mudanças climáticas causa pressão sobre os preços da comida em várias partes do mundo.
*Com informações do Estadão Conteúdo.

