A caixa-preta do avião da VoePass que caiu na cidade de Vinhedo, interior paulista, na sexta-feira (9), capturou momentos de aflição em diálogo do copiloto com o comandante da aeronave que culminou com a morte de 62 pessoas; quatro tripulantes e 58 passageiros, além de um cachorro.
Segundo o Jornal Nacional, da TV Globo, o copiloto disse ao comandante sobre “dar potência” ao avião na tentativa de sua estabilização.
Simultaneamente, gritos eram ouvidos na cabine.
As conversas e os gritos foram registrados pelo CRV, o gravador de voz da cabine e as transcrições foram feitas, segundo o noticiário, pelo Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Foram ao menos duas horas de conversa na cabine, quando o copiloto afirmou ser necessário “dar potência” à aeronave, na tentativa de estabilizar o aparelho. Cerca de um minuto depois a gravação é finalizada com o som de gritos e seu estrondo ao se chocar com o solo.
Contrariando a informação da Globo, em nota oficial, o Cenipa afirmou que nenhum veículo de imprensa teve acesso a áudios, transcrições, tampouco a dados dos gravadores de voo.
Veja a nota do Cenipa
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), assegura que nenhum veículo de imprensa teve acesso aos áudios, transcrições, tampouco aos dados dos gravadores de voo, popularmente conhecidos como caixas-pretas (Cockpit Voice Recorder e Flight Data Recorder) da aeronave de matrícula PS-VPB, envolvida no acidente aeronáutico em Vinhedo (SP), na última sexta-feira (09/08).
O CENIPA destaca, ainda, que segue estritamente os protocolos específicos estabelecidos pela lei 7.565/1986 (Código Brasileiro de Aeronáutica- CBA), pelo Decreto 9.540/2018 e pelo Anexo 13 à Convenção sobre Aviação Civil Internacional, de 1944.
Por fim, a FAB reitera seu compromisso com a transparência e a seriedade na condução das investigações, bem como respeito à dor dos familiares das vítimas envolvidas no acidente.
O Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo informou na noite dessa quarta-feira que já haviam sido identificados os corpos de 60 das 62 vítimas e que 30 deles já foram liberados aos familiares.
* Fonte: IstoÉ

