Site icon DeFato Online

Câmara aprova 1,4 mil emendas à PLOA 2026; Saúde e infraestrutura lideram investimentos

Foto: Mila Milowski/CMBH

A Comissão de Orçamento e Finanças Públicas deu um passo decisivo nesta segunda-feira (24/11) ao aprovar 1.453 emendas ao Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2026. O volume expressivo — analisado a partir de 1.510 propostas, incluindo sugestões populares — agora segue para votação em Plenário, já em turno único, dependendo do aval de pelo menos 21 parlamentares.

O parecer aprovado é assinado pelos vereadores Diego Sanches (Solidariedade) e Leonardo Ângelo (Cidadania), que também relatou o Plano Plurianual de Ações Governamentais (PPAG) 2026-2029, com recomendação favorável a 47 das 66 emendas apresentadas ao texto.

Segundo o relator, foram rejeitados apenas dispositivos que feriram critérios jurídicos, ultrapassaram limites técnicos ou apresentaram falhas de viabilidade. No total, 57 propostas receberam parecer contrário.

Saúde domina prioridades e recebe maior fatia das emendas

Entre as áreas contempladas, a saúde pública lidera com folga. As emendas destinam reforço de custeio a hospitais parceiros do SUS e melhorias estruturais em unidades municipais.

Também entram na lista a compra de equipamentos essenciais, como:

O foco, segundo a Comissão, é ampliar a capacidade de atendimento e reduzir gargalos históricos na rede.

Infraestrutura urbana é o segundo maior alvo dos recursos

A requalificação urbana aparece logo em seguida entre as prioridades. Emendas contemplam:

Uma das maiores emendas aprovadas destina R$ 10 milhões para a contratação de porteiros e seguranças nos parques públicos, além de prever manutenção e instalação de wi-fi gratuito nos espaços.

Na mobilidade, sugestões populares ganharam força: receberam parecer favorável as propostas de pagamento por aproximação no transporte coletivo e faixa preferencial para motocicletas, além do reforço da sinalização viária.

Educação recebe recursos para reformas, capacitação e inclusão

Na educação, as emendas priorizam reformas, manutenção de escolas e aprimoramento de ambientes pedagógicos. Entre os investimentos previstos estão:

Assistência Social e Direitos Humanos têm foco em proteção e inclusão

As propostas aprovadas na área social miram populações vulneráveis e ações de proteção de direitos. Entre os destaques:

Por que algumas emendas foram rejeitadas

O relator Leonardo Ângelo explicou que preservou, sempre que possível, a intenção original dos vereadores ao propor alterações no orçamento. Ainda assim, parte das emendas foi reprovada por:

Um dos casos citados envolve a tentativa de incluir a revisão do Plano de Cargos e Salários dos servidores da Urbel, barrada por elevar gastos com pessoal, o que viola limites legais.

“Deixei de aprovar tão somente aquelas emendas que, sob algum aspecto constitucional, legal, regimental ou de mérito, careciam de viabilidade ou adequação”, afirmou Ângelo.

Exit mobile version