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Câmara aprova em 1º turno reajuste de 3,9% para os servidores públicos de Itabira

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Após ter a tramitação interrompida por um pedido de vistas na última semana, o Projeto de Lei 32/2026 foi aprovado em primeiro turno pela Câmara de Itabira nesta terça-feira (5). De autoria do governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), a proposta irá garantir um reajuste salarial de 3,9% aos servidores municipais. Com a aprovação, o índice deverá ser aplicado já a partir do próximo mês, incluindo o pagamento retroativo a março de 2026.

A votação ocorreu após semanas de mobilização dos servidores, que incluíram manifestações, diálogo entre Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Legislativo e Executivo, além da criação de uma mesa permanente de negociações. Durante a sessão desta terça-feira, quatro vereadores — Luiz Carlos de Souza (MDB), Jordana Madeira (PDT), Heraldo Noronha (Republicanos) e Cidnei Camilo Rabelo, o “Didi do Caldo de Cana” (PL) — se posicionaram pela retirada do projeto de pauta. Sem maioria para barrar a tramitação, a matéria seguiu para votação.

Durante os debates, prevaleceu entre a maioria dos parlamentares o entendimento de que votar contra a proposta significaria, na prática, deixar os servidores sem qualquer reajuste em 2026. Isso porque, conforme explicado pelo vereador Bernardo Rosa (PSB) no plenário, a rejeição impediria a reapresentação de um novo projeto de revisão salarial ainda neste ano, adiando qualquer correção apenas para 2027.

A partir daí, os vereadores defenderam a aprovação como uma forma de garantir ao menos a reposição inflacionária imediata, ainda que parcial. Muitos deles também pediram pela continuidade das negociações entre o governo municipal e o Sintsepmi, apontando a mesa permanente de negociação – criada pela Prefeitura de Itabira – como caminho para buscar avanços, seja por meio de complementações futuras ou novas propostas.

Sintsepmi insatisfeito

A presidente do Sintsepmi, Graziele Vieira Cachapuz, criticou a decisão dos vereadores. Segundo ela, o índice aprovado representa apenas a reposição inflacionária e não um ganho real. “O que ouvimos dos vereadores é que a proposta não estava de acordo. Ainda assim, optaram por aprovar. Eles poderiam ter dado um recado ao governo, rejeitando o texto e abrindo espaço para uma proposta melhor”, afirmou.

A sindicalista também afirmou que a entidade apresentou contraproposta, sugerindo ao menos a reposição pelo IPCA, estimada em 4,26%, além da possibilidade de escalonamento para alcançar um reajuste maior ao longo do tempo. Segundo ela, o Executivo não foi favorável aos termos. “O que atenderia a classe trabalhadora é um reajuste real, e seguimos abertos ao diálogo e à negociação”, completou.

Em tempo: Como se trata da primeira votação, o texto ainda precisa passar por um segundo turno antes de seguir para sanção do Executivo. Até lá, permanece a possibilidade de novas articulações e negociações envolvendo o reajuste.

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