A Câmara de Itabira vota na próxima terça-feira (6) o projeto de resolução 7/2019 que propõe a extinção de todas as modalidades de homenagens entregues pelo Legislativo. A proposta é do primeiro secretário da Casa, André Viana (Podemos), que cita os gastos com eventos e o alto número de homenagens como justificativas para a medida.
O projeto mira as quatro honrarias que tradicionalmente são entregues no segundo semestre de cada ano, em datas próximas ao aniversário de Itabira: Título de Cidadania Honorária, Medalha do Minério, Medalha Carlos Drummond de Andrade e o Diploma de Honra ao Mérito.
Contudo, André Viana apresentou um projeto substitutivo propondo reduzir de 68 para 17 o total de honrarias entregues pelo Legislativo. O vereador defende que o problema não está no ato de homenagear, mas nos gastos que são gerados com o evento e na quantidade de honrarias distribuídas.
“Nosso gabinete verificou que para estas homenagens gasta-se cerca de R$ 80 mil por ano o que totaliza cerca de R$ 320 mil em quatro anos de legislatura”, destacou. Este ano, por falta de recursos, a Câmara de Itabira suspendeu a solenidade para entrega de honrarias.
O cancelamento da solenidade deste ano foi decretada através da portaria 3.852, que considerou os gastos com ornamentação, aluguel de espaço para a realização da solenidade com capacidade para abrigar 500 pessoas, cerimonial e mestre de cerimônias.
André Viana propõe manter apenas o “Título de Cidadania Honorária”, honraria dedicada às pessoas naturais de outros municípios, mas que têm atuação ou relação com Itabira. “Fui convencido que o Título de Cidadão Honorário é muito importante e deve ser mantido, mas sem pompas da solenidade”, frisou o vereador que restringe a uma indicação por vereador e propõe uma cerimônia mais simples.

