Com uma conta de luz de aproximadamente R$ 40 mil por ano, a Câmara Municipal de João Monlevade estuda substituir a energia elétrica da Cemig por uma fonte própria e renovável. De acordo com o presidente do Legislativo, vereador Leles Pontes, trata-se de um projeto de energia fotovoltaica que deve custar entre R$ 150 mil e R$ 180 mil, valor que pode ser “pago” em aproximadamente quatro anos.
Os painéis solares serão instalados no telhado do prédio da Câmara, dimensionados para suprir toda a demanda de consumo.
“Fizemos as contas e descobrimos que a partir de quatro anos a energia fica de graça. Precisamos nos ater à economia dos recursos, sempre em busca de soluções sustentáveis. Com o aquecimento global, a tendência é a gente pagar mais pela energia, com ventiladores, ar condicionado e luzes cada vez mais ligados. O gestor precisa pensar no futuro”, disse Leles.
Diariamente trabalham na Câmara de João Monlevade aproximadamente 60 pessoas, que incluem os servidores do Legislativo e que prestam serviços ao cidadão, como funcionários do Procon, da emissão de carteiras de identidade e da Secretaria de Educação.
Poço artesiano
A Câmara também pretende economizar com a conta de água, que atualmente custa R$ 10 mil ao ano. A partir do segundo semestre de 2019, deve entrar em operação um poço artesiano para suprir a demanda. “Espero conseguir terminar esses dois projetos no meu mandato. Queremos economizar sem perder a qualidade”, afirma Leles Pontes.

