A Câmara de João Monlevade aprovou, ontem (23), o acordo coletivo que trata dos direitos e benefícios dos servidores municipais. O acordo foi firmado entre a Prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon). A aprovação foi por unanimidade dos vereadores. As cláusulas sobre o reajuste salaria foram definidas em julho, quando os servidores conseguiram 5% de aumento no salário.
O que está em jogo?
Neste momento, o acordo coletivo busca acertar as bases sociais com a Prefeitura. Ou seja, cláusulas relativas ao plano de carreira, vale transporte, férias, cesta de natal, bolsas de estudos, insalubridade, assistência à saúde, horas extras, entre outras temáticas.
“Diante da pandemia tivemos algumas aulas online. Conseguimos algumas coisas para os funcionários públicos. O sindicato não está aberto fisicamente, mas não parou. O que não conseguimos, vamos nos virando. Como por exemplo, os professores que estão se desdobrando para as aulas online. Na saúde temos uma ação na insalubridade para os funcionários da saúde. Mesmo que eles tentam enfraquecer o sindicato, ele não para, e continuaremos firmes”, destacou a presidente do Sintramon, Isaura Bicalho.
Reunião na Câmara
O vereador Pastor Carlinhos (PMDB) ressaltou o imbróglio gerado anualmente com as discussões sobre os direitos dos servidores. Para ele, o funcionalismo público é quem perde a cada acordo. “A Secretaria de Finanças da Prefeitura nunca nos informou, até hoje, o dinheiro que entra ou sai, vira uma novela!”, destacou Pastor Carlinhos. Já Guilherme Nasser (MDB) ressaltou a importância de valorização do servidor.
“Eu sou a favor do acordo. A gente vê que o servidor público é desvalorizado, a gente sabe também que o servidor que ganha menos que é o mais prejudicado. Quando assumimos o governo temos que ter competência, maturidade para administrar. Um governo que tem gratificações em montantes e não paga servidores efetivos em dia? Isso não pode existir”, enfatizou Guilherme Nasser.

