O projeto de lei 111/2025, que pode acabar com cartão alimentação de R$470,01 para os funcionários públicos da Prefeitura de Itabira que recebem mais de R$4.517,22, não foi votado durante a reunião ordinária da Câmara Municipal nesta terça-feira (29). A proposta não foi incluída na pauta prévia da reunião e também não foi inserida de última hora pelo presidente do Legislativo, Carlos Henrique da Silva Filho “Carlin Sacolão Filho” (Solidariedade).
De acordo com o presidente, o projeto seguirá sem data para ser votado e a Câmara irá se reunir com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Auro Gonzaga, para tratar sobre a questão. O encontro ainda não tem uma data definida, mas deverá ocorrer nesta semana.
A não inclusão do projeto na pauta foi anunciada logo na abertura da reunião, que começou com quase uma hora de atraso, pois 16 vereadores estavam deliberando sobre o tema junto ao secretário de Governo, Roberto Ferreira Chaves. Segundo Carlin Filho, a decisão de não votar o projeto já estava tomada desde ontem (28).
Em entrevista coletiva concedida após a reunião, Carlin Filho disse que a Câmara não entrará em uma rota de colisão com os servidores, e que espera respeito de ambas as partes, pois em seu entendimento, alguns vereadores têm sofrido agressões gratuitas durante a discussão da pauta.
“A gente tem que ter essa cautela de ter o respeito com o próximo, isso aí é o que a gente espera de qualquer ser humano. Então ainda essa semana a gente vai escutar o presidente do sindicato, escutar também o governo e ver até onde a gente consegue avançar nessas negociações”, afirmou.

