A história de Júlia Pontes Teixeira Domingues, a pequena Julinha, de apenas 4 anos, segue mobilizando milhares de pessoas em Minas Gerais e em todo o Brasil. Diagnosticada com Lipofuscinose Ceróide Neuronal Tipo 7 (CLN7), uma doença neurológica degenerativa rara, Julinha enfrenta uma corrida contra o tempo em busca do tratamento que pode salvar sua vida.
Desde janeiro, a campanha “Salve a Julinha” ganhou força e conquistou apoio de voluntários em diversas cidades. Após oito meses de mobilização, a família alcançou a impressionante marca de R$14.747.904,90, valor que já permitiu iniciar o processo de fabricação da medicação. No entanto, para que o tratamento seja garantido, ainda é necessário arrecadar R$3.252.095,10 até outubro.
Segundo a mãe, Fernanda Pontes, a farmacêutica só dará continuidade à produção caso o valor integral seja quitado dentro do prazo. “Muita gente me pergunta se eles não aceitam começar a fabricar com o dinheiro que já conseguimos. Nossa resposta é sempre a mesma: mantemos contato semanal com eles, mas, até agora, só aceitam seguir mediante o pagamento total. Se não quitarmos até outubro, a produção será interrompida”, explicou.
A expectativa é que o medicamento fique pronto em fevereiro de 2026, mas a continuidade depende exclusivamente da mobilização. “Nós demos um passo importante, mas ainda falta muito. Precisamos que as pessoas continuem comprando rifas, fazendo doações, compartilhando a história da Júlia. Não podemos parar agora”, reforça Fernanda.
A campanha se tornou um exemplo de solidariedade coletiva. Além de doações diretas, eventos, rifas e mobilizações comunitárias têm ajudado a somar forças. Ainda assim, o desafio final é grande: alcançar os R$18 milhões necessários para que Julinha tenha acesso ao tratamento nos Estados Unidos. “Não soltem a nossa mão. Nada está garantido ainda. Precisamos muito da ajuda de todos até outubro. Eu sei que a gente pode conseguir. Eu tenho fé”, disse a mãe em vídeo divulgado nas redes sociais.
Como ajudar
Doações podem ser feitas por meio das contas e chaves Pix divulgadas no perfil oficial da campanha (@salveajulinha).
- Pix: doe@salveajulinha.com.br
Destinatário: Associação Mãos do Prata
Rifas e ações solidárias continuam sendo promovidas por voluntários em diversas cidades.
Compartilhar a história nas redes sociais também é uma forma de engajamento que tem feito a diferença.

