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Campanhas políticas já movimentaram mais de R$ 734 mil em Itabira

A campanha eleitoral entra na reta final. É a última semana para que os postulantes à Prefeitura e à Câmara saiam às ruas para pedir os votos que podem levá-los à eleição no próximo domingo, 2 de outubro. Em Itabira, a corrida pela principal cadeira do município movimenta cifras milionárias. Até esta segunda-feira, 26 de setembro, os cinco concorrentes já haviam arrecadado R$ 734.368,34. Ronaldo Magalhães (PTB) foi o que mais investiu. Na outra ponta, com a menor receita, está Talmo Oliveira (DEM).

Os números são declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diferentemente de outras campanhas, para o pleito de 2016 a lei exige prestações de contas imediatas, tão logo o candidato receba alguma doação ou contrate alguma despesa. Em eleições passadas, eram estipuladas datas para a declaração dos gastos e arrecadações. Também mudou o sistema de financiamento, com a proibição da participação de pessoas jurídicas.

Ronaldo Magalhães (PTB)

Ronaldo Magalhães declarou já ter arrecadado R$ 456.867,00 até esta segunda-feira. A principal fonte de doação é o próprio candidato, que já investiu R$ 160 mil na campanha. Em seguida aparecem Vinicius Alves Vieira de Souza, com doação de R$ 50 mil, e Maurício Vieira de Souza, que patrocinou R$ 49.850,00. Antônio Camilo Guimarães de Oliveira (R$ 30 mil) e José Leopoldo de Melo Castro, José Carlos Oliveira Assis e Tânia Regina Mota Pessoa Camilo, com R$ 20 mil, cada, completam a lista dos principais doadores do petebista. A vice Dalma Barcelos (PDT) contribuiu com R$ 10 mil.

A campanha de Ronaldo, até aqui, é a que mais se aproxima do limite de gastos de R$ 724.566,27 estipulado pelo TSE. A prestação de contas do ex-prefeito mostra que sua coligação já contratou R$ 537.865,60 em despesas. Desse total, R$ 318.776,31 já estão pagos. As principais fontes de gastos são atividades de militância e mobilização de rua (R$ 150,9 mil), publicidade por materiais impressos (R$ 130,1 mil) e despesas com pessoal (R$ 69,3 mil).

Bernardo Mucida (PSB) 

O segundo candidato que mais arrecadou até agora foi Bernardo Mucida. O vereador declarou já ter levantado R$ 94.158,34 para a campanha. A maior quantia vem da Comissão Provisória Municipal do PSB, que destinou R$ 32 mil às ações da coligação. O vice Geraldo Torrinha (PHS) contribuiu com R$ 17 mil e é o segundo no ranking de doares. Depois aparece o próprio candidato, com R$ 11,5 mil. Flávia Cristina Assis Moreira financiou R$ 7,8 mil. Em quinto lugar aparece o Diretório Regional do PSB, com R$ 3 mil.

No que diz respeito às despesas, a campanha do socialista já contratou R$ 64.413,62 em serviços, sendo que R$ 44.105,22 já estão pagos. Os principais gastos foram com atividade de militância e mobilização de rua (R$ 38,4 mil), serviços prestados por terceiros (R$ 12,3 mil) e publicidade por materiais impressos (R$ 9,9 mil).

Dr. Damon (PV)

A campanha pela reeleição do atual prefeito Damon Lázaro de Sena é a terceira que mais arrecadou dinheiro: R$ 86.533,00. Márcio Athomphson Costa e o próprio candidato pevista são os principais doadores, com R$ 14 mil, cada. Depois, aparecem Jadir Eustáquio do Espírito Santo (R$ 10 mil), Rogério Márcio Dias Moreira (R$ 7,56 mil) e Maria da Conceição Jorge e Alfredo Lage Drummond (R$ 7,5 mil, cada).

A coligação do pevista já contratou R$ 43.770,65, exatamente o mesmo montante pago. As principais despesas foram publicidade por materiais impressos (R$ 38,8 mil), locação e cessão de bens e imóveis (R$ 15 mil) e produção de jingles, vinhetas e slogans (R$ 4 mil).

César da Dular (PMDB)

O empresário Gil César Lopes é o quarto em arrecadação. Sua campanha levantou, até agora, R$ 58 mil. O próprio candidato, com R$ 30 mil, é o principal financiador. Em seguida aparece Jean José Lopes, que despendeu R$ 20 mil para a coligação encabeçada pelo PMDB. Giovani Moreira Silva (R$ 4 mil), Ana Clara Cordeiro Ventura (R$ 2 mil) e José Ercílio Barcelos (R$ 1 mil) completam a lista dos principais doadores.

A coligação de César já contratou R$ 52.380,80 em despesas. Do total, R$ 15.313,20 já está quitado. Os principais gastos foram com produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 27,5 mil), despesas com pessoal (R$ 11,7 mil) e diversos (R$ 6 mil).

Talmo Oliveira (DEM)

A campanha do ex-jogador de vôlei Talmo Curto de Oliveira é a que menos arrecadou até aqui: R$ 38.810,00. O principal financiador é o próprio candidato, que forneceu R$ 18,8 mil. Eduardo de Alvarenga Lage, com R$ 7 mil, é o segundo no ranking. Cácio Duarte Guerra (R$ 5 mil), Adelaide Quintão Guerra (R$ 4,8 mil) e Lucas Quintão Guerra (R$ 2,4 mil) seguem a lista dos principais doadores.

No que tange às despesas, a coligação de Talmo já contratou R$ 35.829,50 em prestação de serviços. Desse montante, R$ 28.789,50 já foram quitados. Os gastos mais volumosos foram com publicidade por adesivos (R$ 17,3 mil), publicidade por materiais impressos (R$ 16,9 mil) e serviços prestados por terceiros (R$ 800).

Prestação de contas

Pela legislação eleitoral, as coligações têm a obrigação de enviar a prestação de contas final até o 30º dia após a eleição. Os serviços contratados durante a campanha não precisam estar quitados para aprovação das contas. Porém, é preciso que esses débitos sejam assumidos pelo partido e estejam inclusos na prestação de contas anual da legenda. Da mesma forma, se, ao final da campanha, ocorrer sobra de recursos financeiros, o montante deve ser declarado na prestação de contas e, após julgados todos os recursos, transferido ao partido.

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