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Carlos Melles deixa a presidência do Sebrae após ser pressionado pelo Governo Lula

Carlos Melles

Foto: Túlio Vidal/Sebrae Nacional

O Diretor-Presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Carlos Melles, renunciou ao cargo e entregou sua carta de demissão nesta quarta-feira (29) ao Presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae, José Zeferino Pedroso.

Melles foi eleito para a presidência do órgão em 2019. Reeleito em 2022, não suportou a pressão do Palácio do Planalto para tirá-lo do cargo. Natural da cidade mineira de São Sebastião do Paraíso, Carlos Melles nasceu em 1947 e tem extensa ficha política, tendo sido deputado federal por vários mandatos, secretário de Transportes e Obras Públicas no governo mineiro e chegou a ministro dos Esportes, pela sigla do Partido da Frente Liberal (PFL), depois denominado Partido Democrata (DEM). Por fim, filiou-se ao Partido Liberal (PL).

O Governo Federal apressa-se em viabilizar nova eleição para a presidência do Sebrae e tem em Décio Lima (PT-SC) o nome mais cotado para assumir a posição.

Melles se antecipou a uma reunião marcada para essa quinta-feira (30), com o Conselho Deliberativo do Sebrae, após articulação do presidente Lula para destituí-lo da função. Na carta/renúncia, Melles enfatizou “todo o respeito ao Sistema Sebrae e aos milhões de empresários de pequenos negócios”.

O Sebrae é uma importante ramificação para as políticas de fomento ao empreendedorismo e combate às desiguladades sociais, com um orçamento médio de R$ 5.5 bilhões e unidades em todo o território nacional.

No Congresso, a Frente Nacional Parlamentar do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCS) havia manifestado preocupação com os rumores da possível intervenção do Executivo na direção da instituição.

O senador Efraim Filho (DEM-PB), presidente da FCS, exaltou o trabalho realizado pelo Sebrae e disse que “a estabilidade na relação com o poder público, especialmente o Governo Federal, deve ser harmônica, porém independente, sem relação de subserviência ou interferência na sua administração”.

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