A Polícia Civil identificou Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, como a principal suspeita de matar o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. O casal foi encontrado morto na terça-feira (30), dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
As vítimas foram localizadas pelo filho do casal, que também era sócio do pai em um escritório de advocacia. Segundo familiares, ele decidiu ir até o apartamento após estranhar a ausência de Cláudio no trabalho na segunda-feira (29).
A investigação trata o caso como latrocínio, que é roubo seguido de morte. A perícia indicou que o crime teria ocorrido no dia anterior ao encontro dos corpos. O apartamento apresentava sinais de subtração de objetos, e a Polícia Civil apura se a suspeita agiu sozinha ou contou com ajuda para fugir.
Segundo o boletim de ocorrência, Paola foi flagrada por câmeras de segurança do prédio. As imagens mostram que ela entrou no edifício por volta das 7h30 e saiu às 15h30, com roupas diferentes das que usava na chegada. Ela também carregava duas sacolas grandes e uma bolsa.
Uma das sacolas foi reconhecida pelo filho das vítimas como pertencente a Maria Clotilde. De acordo com a apuração, a suspeita teria sido indicada para trabalhar na casa do casal por um primo da vítima.
Ainda conforme a ocorrência, uma gaveta de semijoias foi arrombada no apartamento. Dois celulares, sendo um iPhone 15 e um iPhone 16 Pro Max, também foram levados do imóvel.
Após deixar o prédio, a suspeita teria ido para a casa de uma tia, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A familiar informou à polícia que Paola chegou ao local com uma mochila preta e disse ter ganhado o objeto.
No dia seguinte, segundo a apuração, a mulher reuniu os próprios pertences e os do filho e deixou a casa. Ela teria dito que iria para um hotel ou para o Espírito Santo.
O imóvel onde o casal morava não apresentava sinais de arrombamento, conforme relatos de familiares. O acesso aos apartamentos do prédio exige senha no elevador ou liberação por parte dos moradores.
A Polícia Civil segue tentando localizar Paola Stefany Neto Cirino. Os investigadores também apuram se outra pessoa deu apoio à fuga da suspeita. Caso ela não seja encontrada, a corporação deverá representar pela prisão.

