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Caso Samir Xaud: CBF vê guerra política aumentar no meio da disputa da Copa do Mundo

Samir Xaud foi eleito presidente da CBF em 2025- Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Corredores da CBF movimentados com uma possível guerra política enquanto a seleção brasileira procura encerrar um jejum de 24 anos sem conseguir chegar ao hexa e, longe dos gramados, a peça central do enredo é o presidente da entidade esportiva, Samir Xaud.

O episódio mais recente surgiu da revelação do Portal Leo Dias que colocou o presidente da CBF no centro de acusações de que mulheres teriam sido levadas aos Estados Unidos com recursos da confederação.

A entidade nega oficialmente todas as acusações de uso de qualquer valor da instituição para essa finalidade e, pessoas ouvidas pela reportagem afirmam se tratar de uma questão estritamente pessoal e que não houve gasto oficial no caso.

O episódio é tratado nos bastidores como mais um capítulo de uma disputa que se intensificou após a chegada de Xaud ao comando da CBF, com dirigentes e pessoas próximas descrevendo um ambiente de desconfiança, vazamentos e tentativas constantes de desgaste nos diferentes grupos de poder.

Uma das versões atribui ao vice-presidente Gustavo Dias Henrique o ‘fogo amigo’, que, supostamente tem o interesse de aumentar sua influência na entidade e, eventualmente, construir um caminho à presidência.

Gustavo, inclusive, teve espaço para discursar na cerimônia de convocação.

Gusta rejeita essa interpretação, lembrando que na vacância do cargo, o primeiro na linha sucessória seria José Vanildo da Silva.

Outra ala aponta para Gustavo Feijó, atual diretor de seleções e integrante da delegação brasileira nos Estados Unidos, que é visto por alguns dirigentes como alguém insatisfeito com o espaço que recebeu na nova estrutura de poder. Feijó também nega qualquer atuação para enfraquecer Samir Xaud.

Uma terceira leitura demonstra a insatisfação de alguns presidentes de federações estaduais incomodados com mudanças promovidas pela atual gestão, já que benefícios que existiam na administração de Ednaldo Rodriguez foram reduzidos.

Durante a Copa, vários dirigentes viajaram aos EUA, mas ficaram fora dos camarotes reservados ao grupo mais próximo do presidente da entidade, embora tenham recebido ingressos em setores nobres, com preços próximos de US$ 1.000, mas distantes do prestígio do espaço VIP.

Outra hipótese levantada remete à política de Roraima, estado de origem de Samir Xaud. Para alguns integrantes da CBF, parte de resistência a Xaud pode ter raízes em disputas locais que acabaram transbordando para o futebol.

Como acontece há décadas na política da confederação, o tabuleiro não se limita ao Rio de Janeiro, sede da entidade, ou à concentração nos Estados Unidos. Brasília tem sido peça importante nessa engrenagem e, embora sem cargos formais na estrutura, o ministro Gilmar Mendes é apontado por vários interlocutores como alguém de influência nos bastidores da entidade, com seu filho, Francisco mendes, passando a integrar o xadrez político que envolve as principais decisões da confederação.

No momento em que a seleção disputa uma Copa do Mundo, a grande batalha da instituição parece acontecer longe dos palcos gramados, envolvendo algo que, no futebol brasileiro, costuma ser tão importante quanto os resultados em campo: o poder.

*Fonte: UOL

 

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