Postagens ofensivas nas redes sociais contra itabiranos ganharam repercussão estadual ontem (27), após publicação do caso pela TV Paranaíba, afiliada da Record Minas. Contas anônimas foram criadas no Instagram para postagens de fotos das vítimas, em grande maioria mulheres, com dizeres vexatórios e humilhantes e discursos de ódio. O caso foi apresentado no programa Cidade Alerta, apresentado ao vivo pela jornalista Luciana Leicht.
“As fotos vêm acompanhada de xingamentos. Imagens postadas e compartilhadas em uma rede social. São mulheres de várias idades, inclusive adolescentes, moradoras de Itabira, na região central de Minas, que desde a semana passada têm sido difamadas na internet”, diz trecho da reportagem exibida pela Record Minas.
As vítimas relataram os crimes às polícias Civil e Militar. A Delegacia Regional de Polícia Civil de Itabira instaurou um inquérito para apurar os fatos e os envolvidos nos casos de injúria. À DeFato Online, o delegado Helton Cota, afirmou que o Facebook, que comprou o Instagram, será oficializado para informar, especificamente, de qual aparelho celular ou computador foram postadas as mensagens depreciativas. O delegado também foi entrevistado, por meio de vídeo, pelo programa Cidade Alerta.
Segundo Helton Cota, injúria é um crime previsto no artigo 140 do Código Penal. A pena é detenção, de um a seis meses, ou multa. Ainda ontem a Polícia Civil começou as oitivas – ato de ouvir as testemunhas ou as partes de um processo criminal. Além das vítimas, um suspeito de fazer as postagens no Instagram também já foi ouvido. O delegado disse, ainda, que outras vítimas de injúria feitas nas redes sociais procurem as polícias para registrar a ocorrência.

