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Cem mil usuários da Cemig foram afetados por falta de energia devido a pipas

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Flickr

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) alerta para que lazer não cause acidentes. Os ventos intensos e o clima seco tornam essa época do ano favorável para que crianças e jovens soltem pipas ao ar livre. A brincadeira pode provocar falta de energia elétrica e o uso inadequado de linha chilena e cerol gera acidentes fatais.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a Cemig recebeu cerca de 458 reclamações devido a redes elétricas afetadas por pipas.  O número de usuários prejudicados ficou em torno de 100 mil, em todo o estado.

Em 2023, a Cemig registrou 2.837 acidentes com pipas. Ao todo, foram gerados 1.292 boletins por falta de fornecimento de energia. 

Cesar de Jesus Souza, técnico em Segurança do Trabalho da Cemig, recomenda “ não soltar papagaios em áreas urbanas”. O profissional relata que a prática deve ser feita em espaços abertos e longe da rede de distribuição da companhia”.

Souza mencionou a importância de não se soltar pipas em espaços abertos: “Hoje em dia, com a grande quantidade de rede de distribuição nos centros urbanos, a brincadeira de soltar pipas ficou inviável nesses locais. Caso a pipa fique presa em um componente da rede elétrica, a pessoa pode tomar um choque de até 13,8 mil volts. Por isso, é fundamental que os pais orientem os seus filhos para evitar acidentes que podem até matar”, destaca o técnico.

Lei das linhas cortantes

A lei 23.515/2019 proíbe o uso de cerol ou linha chilena em Minas Gerais. Essa legislação veda a comercialização de linha cortante para pipas, papagaios e similares. A multa pela venda ilegal desses produtos varia de R$ 5.279,70 a R$ 263,98 mil (em casos de reincidência).

* Com Agência Minas.

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