Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos retomaram, nesta terça-feira (5), a coleta de vestígios e informações no prédio atingido por um avião de pequeno porte no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte. O acidente ocorreu na tarde dessa segunda-feira (4), deixou três mortos e dois feridos.
A aeronave, de matrícula PT-EYT e modelo EMB-721C, havia decolado do Aeroporto da Pampulha às 12h16, com destino ao Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Poucos minutos depois, o piloto declarou emergência à torre de controle ao relatar dificuldades para manter a subida do avião.
Segundo a NAV Brasil, responsável pela torre da Pampulha, o piloto emitiu um alerta “mayday”, código internacional usado em situações de emergência com risco à aeronave ou aos ocupantes. Após o chamado, foram acionadas equipes de emergência aeroportuária, incluindo o serviço de combate a incêndio.
A queda ocorreu cerca de cinco minutos depois da decolagem, na Rua Ilacir Pereira Lima. O avião atingiu um prédio de três andares e parte da aeronave ficou presa à estrutura do imóvel. De acordo com a Defesa Civil, a cabine e o motor ficaram dentro da edificação, entre apartamentos, enquanto a fuselagem caiu sobre o muro de divisa.
O prédio segue com áreas isoladas para o trabalho dos investigadores. Durante a madrugada, a Polícia Militar permaneceu no local para preservar a área. Os apartamentos 301 e 302, que foram atingidos por escombros, foram isolados preventivamente, assim como a lateral do edifício, onde o impacto abriu uma área de dano na fachada.
A Defesa Civil informou que não identificou risco de desabamento. Mesmo assim, os moradores foram orientados a deixar o prédio enquanto os trabalhos periciais continuam. Eles foram para casas de parentes e familiares. A preservação do local é necessária para que os vestígios do acidente não sejam alterados antes da análise técnica.
Durante a Ação Inicial, o Cenipa faz a coleta e a confirmação de dados, preserva elementos da ocorrência, verifica os danos causados à aeronave e pela aeronave e levanta informações que poderão ser usadas na investigação. O objetivo do órgão é identificar fatores contribuintes e prevenir novos acidentes.
A Polícia Civil de Minas Gerais também apura as causas e circunstâncias da queda. Os corpos das vítimas fatais foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde passarão por exames.
Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, fraturou as duas pernas, passou por cirurgia abdominal para conter um sangramento e está no CTI. Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, teve uma fratura em uma das pernas e apresenta quadro estável.
A aeronave havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, fez escala em Belo Horizonte e seguiria para São Paulo. As causas da queda ainda não foram definidas. A investigação deve considerar fatores como as condições da aeronave, possíveis falhas mecânicas, procedimentos adotados, dados de voo e comunicação com a torre de controle.

