O reconhecimento às empresas e aos empreendedores que ajudam a movimentar a economia de Itabira foi o principal destaque da edição 2026 do Top of Mind, realizada no último sábado (20), no Haras Guerra Santa, em Santa Maria de Itabira. Durante o evento, Emerson Barbosa, o “Gui”, o CEO do Grupo DeFato — empresa que promove o evento — destacou a importância do empresariado para o desenvolvimento do município e defendeu a valorização dos diversos segmentos que contribuem para a geração de emprego e renda.
Para Gui, a premiação vai além da celebração das marcas mais lembradas pelos consumidores. Segundo ele, o evento é uma forma de reconhecer empresas que impactam diretamente a vida da população e ajudam a fortalecer a economia local. “Eu acredito que esses cerca de 200 empresários que estão aqui hoje, cada um representando um segmento empresarial — um salão de festa, uma construtora, uma fábrica etc. —, isso gera emprego, divisão de renda e isso é crescimento”, defendeu.
Ao falar sobre a importância de reconhecer diferentes setores da economia, o Gui destacou a interdependência existente entre profissionais, empresas e prestadores de serviços, ressaltando que o desenvolvimento econômico é resultado de uma construção coletiva: “Não tem como você não reconhecer os diversos segmentos. Eu vou te citar pequenos exemplos. Como que eu vou ser o proprietário da DeFato se eu não tenho os meus parceiros? Como que eu vou ter sete empresas e não ter os meus diretores por trás delas? Como que eu vou raspar essa carequinha minha se eu não tenho o barbeiro? E assim sucessivamente”.
Gui também citou o impacto que os empreendimentos geram na economia local ao movimentarem cadeias produtivas, criarem oportunidades de trabalho e contribuírem para a realização de sonhos, como a conquista da casa própria.
“Hoje nós temos a MD Predial em que quase 10% da população moram em um apartamento que a nossa empresa fez. Isso é um número muito expressivo. Aí você imagina a quantidade de renda, materiais de construção, funcionários que trabalharam conosco, a diversidade que isso provocou. E que, de tabela, fez muitas pessoas também adquirirem sua casa própria”, analisou.
Desafio do pós-mineração
Durante a entrevista, Gui também abordou um dos temas mais discutidos quando se fala sobre o futuro de Itabira: a necessidade de ampliar a diversificação econômica para reduzir a dependência da mineração. “Acredito que Itabira precisa de mais [empresas e indústrias] porque nós temos uma [mineradora] Vale que, como no dito popular, ‘onde tira e não põe’, a tendência é um dia acabar mesmo. Mas nós precisamos de trabalhar com afinco nisso [diversificação econômica], para a medida que ela [minas da Vela] vai exaurindo, nós vamos também conseguimos repor outras peças [empresas e indústrias] no meio desse caminho”.
Na avaliação do empresário, fortalecer o ambiente de negócios e estimular o crescimento de novos empreendimentos são medidas fundamentais para garantir oportunidades às futuras gerações e preparar a cidade para um cenário econômico cada vez menos dependente da atividade mineral.
Comércio como motor da cidade
Outro ponto ressaltado por Gui foi a força do comércio local, que está diretamente ligada à dinâmica econômica e social da cidade. “O comércio é tudo. Quando você sai na rua é que você vê a diversificação dos comércios e o tanto que o setor é forte. Você vê que se o comércio não existe você não sai na rua. Você vai fazer o que na rua? Com as portas fechadas você não sai no dia de domingo, tem quase ninguém na rua. No sábado tem, na sexta tem, e é o comércio que está fomentando isso”.
Novidades marcaram a edição 2026 do Top of Mind
Além da homenagem ao empresariado, a edição de 2026 ficou marcada pela mudança de local e horário da cerimônia. Após anos em outro formato, o Top of Mind passou a ser realizado no Haras Guerra Santa, em Santa Maria de Itabira, e teve início durante a tarde — ao contrário de eventos anteriores, quando se iniciava à noite.
Segundo Gui, a decisão gerou dúvidas no começo, mas acabou trazendo resultados positivos. “Essa decisão de mudança [no local] do Top of Mind não foi fácil porque uma estrutura que já está montada há anos e nós transferimos ela para um local mais distante, no entanto, melhor, com mais espaço e mais conforto para os agraciados”.
Ele também destacou os benefícios da alteração de horário. “Tomamos uma decisão com a nossa diretoria e parceiros e fomos muito felizes em duas situações: na mudança do local e, acredito até que mais felizes, na decisão de mudar o horário — porque você passar uma festa que era às 21h para 17h, ela começa e termina mais cedo, as pessoas chegam cedo em casa. Tem várias crianças no evento, coisa que nas edições anteriores não tinha. Isso nos deixa muito feliz e estou muito lisonjeado”, afirmou Gui.

