A China decidiu, nesta terça-feira (4), impor tarifas de 10% a 15% a alguns produtos dos Estados Unidos, como carvão, gás natural e equipamentos agrícolas, além de impor restrições à exportação de certos minerais críticos, utilizados na fabricação de produtos de alta tecnologia, em retaliação às medidas anunciadas por Donald Trump, taxando produtos chineses em 10%.
Em nota, o Ministério das Finanças da China afirma que “a abordagem unilateral do governo norte-americano” fere os princípios das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e “prejudica a cooperação comercial normal entre ambos os países”.
A retaliação chinesa entra em vigor a partir do dia 10 de fevereiro, com tarifas de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito, e tarifas de 10% sobre petróleo bruto, máquinas agrícolas, automóveis de grande cilindrada e caminhonetes, além de outros.
O controle de importação vale para produtos que contêm tungstênio, telúrio, bismuto, molibdênio e índio (produto produzido a partir dos resíduos gerados no processamento dos minérios de zinco, também encontrado em minas de ferro e chumbo).
Quanto ao Canadá e ao México, Trump determinou tarifas de 25% sobre seus produtos, justificando as ações citando a imigração ilegal, tráfico de fentanil e déficits comerciais.
A presidente mexicana, Claudia Sheimbaum, anunciou ter feito um acordo com Trump que suspendeu a taxação por um mês.
O México se comprometeu enviar 10 mil agentes da Guarda Nacional para reforçar a segurança na fronteira para combate ao tráfico de drogas. Em troca, os EUA se comprometem a impedir o tráfico de armas ao México, além de trabalhar em conjunto com o país vizinho em tratados na área de segurança e comércio.
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, a exemplo do México, afirmou ter chegado a um acordo semelhante com Trump para suspensão das tarifas por também um mês. Trudeau prometeu implementar um plano de US$ 1,3 bilhão para reforçar a fronteira entre os dois países.

